São Paulo

Justiça mantém preso suspeito de matar ex e enteado de 6 anos na Grande SP

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve a prisão de Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, investigado pelo assassinato da

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05/11/2026 13:38 • Atualizado há 1 hora

Justiça mantém preso suspeito de matar ex e enteado de 6 anos na Grande SP

Polícia prende suspeito de matar ex-namorada e criança na Grande SP

Reprodução/Band

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve a prisão de Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, investigado pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Ana Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Rafael Faria Lima Ferrari, de 6 anos, em Cotia, na Grande São Paulo.

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A decisão ocorreu nesta quinta-feira (5), após a realização da audiência de custódia, procedimento no qual a Justiça avaliou que não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado e que confirmou que ele continuará detido.

A prisão temporária do investigado havia sido decretada pelo Poder Judiciário paulista após representação formulada pela Polícia Civil de Cotia. Diante das apurações, o nome do suspeito chegou a ser inserido na lista de procurados da Interpol.

A captura foi efetuada por agentes da Polícia Civil na noite de quarta-feira (4), no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista.

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Circunstâncias do crime e investigação

Os corpos de mãe e filho foram encontrados na noite de terça-feira (3), em um condomínio residencial situado na Estrada Manoel Lages do Chão, no bairro Lajeado, em Cotia. De acordo com os exames periciais iniciais, as vítimas apresentavam marcas e lesões no pescoço compatíveis com esganadura mecânica.

A chegada dos policiais ao local ocorreu após o próprio suspeito —identificado em apurações como empresário— telefonar para profissionais de advocacia alertando sobre a presença dos corpos no interior do apartamento.

Histórico de violência e imagens de segurança

As apurações policiais apontam que o relacionamento amoroso entre Ana Gabriela e o suspeito havia chegado ao fim cerca de um mês antes das mortes, embora os dois continuassem morando no imóvel. Relatos de familiares da advogada registraram um histórico anterior marcado por atritos, intimidações e episódios de violência doméstica.

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Câmeras de monitoramento do condomínio registraram que o carro do homem ingressou no edifício na noite de domingo (1º), transportando a mulher e a criança. Horas depois, no início da madrugada de segunda-feira (2), o investigado foi filmado deixando o local sozinho.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o inquérito trata o caso sob as tipificações de feminicídio e vicaricídio —qualificadora aplicada a homicídios praticados contra dependentes ou parentes próximos de uma mulher para infligir-lhe sofrimento.