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Caso Bruno Hashimura: "Da verdade, ninguém corre", diz mãe da vítima

Família espera justiça no julgamento do caso que vitimou estudante de 23 anos, em Taubaté, após briga de trânsito

3 min

06/10/2026 16:21 • Atualizado há 13 horas

Caso Bruno Hashimura: "Da verdade, ninguém corre", diz mãe da vítima

Caso Bruno Hashimura: "Da verdade, ninguém corre", diz mãe da vítima

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Prestes a completar uma semana, o homem acusado de atirar contra Bruno Hashimura, de 23 anos, ainda não foi preso. Sua prisão preventiva foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após o indiciamento do suspeito por homicídio qualificado. Mas a execução do mandado ficou condicionada ao fim do período de restrição previsto na legislação eleitoral, que termina às 17h desta terça-feira (6).

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Em depoimento à TV Band Vale, a mãe de Bruno afirmou acreditar que o caso será resolvido com justiça. "Eu acredito na verdade, acredito no Ministério Público e na Justiça, porque da verdade, ninguém corre", diz emocionada.

A mãe da vítima se refere ao fato de que o bombeiro militar foi, inicialmente, liberado após audiência de custódia, apesar de ter sido preso em flagrante. A decisão judicial determinou a concessão de liberdade provisória e o cumprimento de medidas cautelares, incluindo a obrigação de permanecer em sua residência no período noturno, nos finais de semana e em feriados.

Após essa determinação, o Ministério Público de São Paulo apresentou um recurso contra a decisão, afirmando que as medidas cautelares impostas ao bombeiro são pouco gravosas diante das circunstâncias do caso.

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A defesa do bombeiro militar, que estava afastado desde março deste ano, declarou por nota que "irá cumprir a determinação legal e se pronunciar pelas vias recursais judiciais adequadas", caso o militar seja preso após esse período de restrição eleitoral.

Depoimento da Família

A mãe de Bruno afirmou, emocionada, que "as pessoas vão, aos poucos, conhecer o Bruno que eu conheço: uma criança alegre, um jovem brincalhão, acolhedor e sempre rodeado de amigos".

O jovem era estudante do quarto semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU) e morava com a mãe, a namorada e filho do casal, de 2 anos.

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"Ele estava feliz na universidade, feliz de estar morando com a família e com o filho. A família toda montou uma rede de apoio para os dois (Bruno e a namorada), que ainda são estudantes, e isso mostra também o quanto a gente sonhava com ele: o sonho do Bruno (de estudar na universidade) sempre foi o sonho da família também", diz a mãe do jovem, emocionada.

A tia do rapaz também conversou com a equipe da Band Vale. "Ele tirou a vida do meu sobrinho de forma cruel e covarde. Ele tem que ser contido para não fazer outras vítimas", disse ela, emocionada.

A celebração da missa de sétimo dia será realizada nesta quinta-feira (8), às 19h na Igreja Matriz de Jacareí, onde a família mora.

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Histórico de violência no trânsito

O bombeiro militar já havia sido investigado por discussões anteriores no trânsito. Em 2019, ele envolveu-se em uma discussão motivada pelo bloqueio de uma garagem. Em 2021, foi investigado após ameaçar outro motorista com arma de fogo em um semáforo. Como ambos os processos foram arquivados sem condenação criminal, ele mantém a condição jurídica de réu primário.

A defesa do bombeiro militar informou que ele trabalhava em São Paulo, mas estava em licença voluntária sem vencimentos desde o mês de maio para tratar de assuntos familiares.

Em nota oficial, o 1º Grupamento de Bombeiros do Vale do Paraíba repudiou o ocorrido, prestou solidariedade aos familiares de Bruno e enfatizou que atitudes contrárias à preservação da vida e à legalidade são incompatíveis com os valores da instituição.

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