
Flávio Bolsonaro durante visita Jair Bolsonaro na PF
REUTERS/Mateus Bonomi
A maioria dos brasileiros avalia negativamente a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à Presidência da República. É o que mostra pesquisa do instituto Quest divulgada nesta terça-feira (16).
Segundo o levantamento, 54% da população consideram que Bolsonaro errou ao escolher o filho como nome para disputar o Planalto. Por outro lado, 36% avaliam que a decisão foi acertada, enquanto 10% disseram não saber ou não responderam.
O resultado indica resistência significativa do eleitorado à estratégia de manter a candidatura presidencial dentro do núcleo familiar do ex-presidente. Analistas apontam que o dado reforça a percepção de desgaste do bolsonarismo e dificuldades para unificar a oposição em torno de um único nome competitivo para 2026.
Entre os entrevistados que avaliam como erro a indicação de Flávio Bolsonaro, 19% defendem que o ex-presidente deveria ter escolhido a esposa, Michelle Bolsonaro (PL). Outros 16% preferem Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto 11% apontam Ratinho Júnior (PSD) como melhor alternativa. Pablo Marçal (PRTB) aparece com 5%, Romeu Zema (Novo) com 4%, e Eduardo Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (União) são citados por 3% cada. Eduardo Leite (PSD) é mencionado por 2%, mesmo percentual de outros nomes. Já 21% afirmam que nenhum desses seria a melhor opção, e 14% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada em meio ao debate sobre os rumos da direita brasileira e a fragmentação dos possíveis candidatos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em cenários de intenção de voto e segundo turno.
Intenções de voto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto e venceria todos os adversários em cenários de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Isso é o que mostra a pesquisa do instituto Quest divulgada nesta terça-feira (16).
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, mantendo vantagem confortável sobre os demais nomes testados. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 23%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que soma 13%. O pastor Renan Santos (Missão) aparece com 2%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) pontua abaixo do percentual divulgado. Os indecisos representam 5%, e brancos e nulos somam 16%.
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria todos os possíveis adversários testados pela pesquisa. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 46%, frente a 36% do senador. Em uma disputa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 45%, contra 35% do adversário.
O levantamento também aponta vantagem do petista sobre Ratinho Júnior (PSD), com 45% a 35%, e sobre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), por 44% a 33%. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula teria 45%, enquanto Zema aparece com 33%.
Os números indicam que, a pouco menos de dois anos da eleição, Lula mantém liderança consolidada e ampla vantagem em simulações de confronto direto, enquanto a oposição segue fragmentada entre diferentes nomes e projetos para 2026.
Aprovação de Lula
A pesquisa mostra também que a aprovação do governo Lula oscilou para cima.
Agora, 48% dos brasileiros dizem aprovar o governo, enquanto 49% desaprovam. O resultado representa um empate técnico, uma vez que a margem de erro do levantamento é de 2 pontos para mais ou para menos.
Os números representam uma leve melhora para Lula em comparação com novembro, quando foi registrada 50% de desaprovação e 47% de aprovação.
Agora, a diferença entre aprovação e reprovação esta em apenas um ponto, uma melhora significativa ao primeiro semestre, quando Lula chegou a ter uma desaprovação de 17 pontos.
A pesquisa mostrou ainda que a percepção sobre a economia melhorou: o número de quem acha que a economia piorou saiu de 43% para 38%.
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