
Prédio é atingido por ataque israelense na Cidade de Gaza, em 5 de setembro de 2025
REUTERS/Mahmoud Issa
Entre as ruínas e tendas de Gaza havia um prédio de 12 andares. Havia: foi derrubado nesta sexta-feira na ofensiva israelense à Cidade de Gaza, quando a guerra completa 700 dias.
O prédio, chamado Al-Musthtaha Tower, teria sido esvaziado por alerta antecipado de que Israel o atacaria. Mas não se sabe ainda se todos conseguiram abandoná-lo. O porta-voz israelense justifica sua derrubada porque estava no caminho da ofensiva à capital da Faixa de Gaza, a Cidade de Gaza, com 1 milhão de habitantes.
Das janelas do Al-Mushtaha esperavam a infantaria israelense os atiradores do Hamas. O prédio era também um posto de observação para os movimentos das tropas. Ficou a advertência de que outros prédios serão destruídos.
O ministro da Defesa Israel Katz disse nesta sexta-feira que abriu “as portas do Inferno” em Gaza. E para os Houthis, no Iêmen, acrescentou que enviará todas as pragas bíblicas, porque eles estão agora despachando vários drones e mísseis por dia contra Tel Aviv e Jerusalém, depois que um ataque aéreo israelense matou onze membros de seu governo, inclusive o primeiro-ministro, Ahmad Ghaleb al-Rahwi.
Neste 700º dia da guerra, o Hamas divulgou um vídeo de dois dos 20 reféns reféns vivos, Guy Gilboa-Dalal e Alan Ohel. As imagens agravam a angústia de familiares dos reféns, advertidos pelo governo israelense de que a ofensiva atual os coloca em perigo.
Em 28 segundos do vídeo de Gilboa-Dalal que a família dele aceitou divulgar, ele diz ser cativo das brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, e pede que o libertem: “Isso é tudo que eu quero, nós queremos que isso acabe”, ouve-se ele repetir o que lhe parece estar sendo ditado. A família de Ohel não permitiu a divulgação de seu vídeo. A esposa de um refém, Lishay Miran-Lavi, acusou o governo de “assassinar os reféns”.
O porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, disse ontem que Israel já ocupa 40% da Cidade de Gaza.
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