
Facções criminosas no Brasil
Reprodução/Abin
Resumo
Relatório da Abin identifica as três principais facções com atuação nacionall: Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP), com o Comando Vermelho envolvido em todas as disputas de facção no país.
Transformação nas atividades criminosas inclui diversificação dos ilícitos e infiltração no Estado, com o PCC expandindo sua atuação para 28 países e o Comando Vermelho aumentando sua presença de quatro para vinte estados brasileiros em dez anos.
Discussões no Congresso revelam preocupações com o avanço do crime organizado na infraestrutura estadual e na ocupação de contratos públicos, indicando uma escalada na influência e no poder dessas organizações.
Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, apontou que o Brasil tem 3 facções criminosas “nacionais” e que o Comando Vermelho está em todas as disputas de facção no Brasil.
Segundo a Abin, além do Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital (PCC), originário de São Paulo, e o Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio, foram listados como facções com capilaridade na maior parte do território nacional.
Primeiro Comando da Capital
- Sofisticação Criminal e Infiltração Estatal
Comando Vermelho
- Indutor de Violência e Extorsão (Modelo Miliciano)
Terceiro Comando Puro
- Processo de Expansão Nacional
- Articulação com grupos criminosos nordestinos
- Reprodução da Lógica de conflito Fluminense para o Brasil
Ainda segundo o relatório, as organizações criminosas estão em transformação do binômio: de armas e drogas para:
- Diversificação dos Ilícitos
- Maximização da Exploração
- Territorial Distorção de Mercado Concorrencial
- Infiltração no Estado Usurpação de Serviços Públicos Essenciais
De acordo com os informes apresentados ao Congresso, a atuação do PCC se expandiu internacionalmente, estando presente em 28 países e com 2.078 integrantes mapeados fora do Brasil. Essa projeção internacional abriu espaço para o avanço interno do CV, que há dez anos predominava em quatro estados e hoje já atua em 20.
No Congresso, um oficial da Abin afirmou que o crime organizado avança para a "infraestrutura estadual e a ocupação de contratos públicos".
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