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Nova proposta de delação de Vorcaro inclui Ciro Nogueira e 'Dark Horse'

Polícia Federal ainda avalia se documento traz detalhes suficientes para sustentar uma delação premiada

CAIÃ MESSINA

03/06/2026 • 18:09 • Atualizado em 03/06/2026 • 23:34

Bastidores de Brasília

Investigadores receberam com cautela a nova proposta de delação premiada enviada pela defesa de Daniel Vorcaro. A avaliação é que ele “teria de apresentar alguma coisa nova para dar uma última cartada”, ainda mais diante das diversas informações de trocas de mensagem com autoridades, reveladas nos últimos dias.

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O que os delegados querem saber agora é “se há algo relevante no material capaz de abrir novas frentes de investigação”. Uma reunião com os advogados, prevista para esta quarta-feira (3), foi desmarcada, para que a polícia federal possa “avaliar com calma” os anexos.

Investigadores que já tiveram acesso aos documentos afirmam, no entanto, que, desta vez, há menções a Ciro Nogueira, que foi poupado no texto anterior, e um capítulo inteiro dedicado ao filme “Dark Horse”, que deve abordar a vida de Jair Bolsonaro. "Parece que, agora, Vorcaro recobrou pelo menos parte da memória”, afirmou um delegado.

Se os fatos tratados são detalhados o suficiente para sustentar uma delação premiada, a PF ainda não consegue dizer. A proposta de delação anterior foi considerada é inútil e seletiva pela Polícia Federal. Na visão dos investigadores, o empresário tentou proteger nomes importantes dos três poderes, o que levou a rejeição do acordo por parte da PF.

Prisão de Vorcaro

Preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro do ano passado, Vorcaro, de 42 anos, passou dez dias detido até ser libertado por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. Em 19 de março, como parte das tratativas para o fechamento de um acordo, Vorcaro passou a ocupar uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Ele é acusado de crimes como fraude financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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