Resumo
A Polícia Federal intimou nesta terça-feira (17), o diretor-geral da Agência Brasileira de Informações, a Abin, a depor no inquérito que apura esquema de espionagem ilegal contra o governo do Paraguai e autoridades que seriam desafetos do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo apuração da repórter Thayane Melo, da Band Brasília, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa deve ser ouvido na próxima quinta-feira (17). A investigação começou em 2023, apurando se funcionários da Abin formaram uma 'Abin paralela', para monitorar autoridades públicas. A expectativa é que o diretor-geral faça o depoimento dentro da investigação sobre a espionagem ilegal. O objetivo é apurar se houve obstrução por parte da atual gestão à investigação do uso da Abin durante o governo Bolsonaro para espionar autoridades, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal. Além disso, o depoimento tem o objetivo de saber se a Abin tinha conhecimento e autorizou a espionagem de autoridades do Paraguai. A espionagem teria sido iniciada durante o mandato do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), mas teria continuado na gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a escolha do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa. As acusações são baseadas em uma declaração de um funcionário da agência à Polícia Federal. O Brasil negou, por meio de uma nota, “categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência, noticiada hoje, contra o Paraguai, país membro do Mercosul com o qual o Brasil mantém relações históricas e uma estreita parceria”.
Em nota, a Abin afirmou que o diretor-geral está à disposição das autoridades competentes “para prestar quaisquer esclarecimentos, seja no âmbito administrativo, civil ou criminal, sobre os fatos relatados na imprensa e que remetem a decisões tomadas em gestão anterior da Agência”.
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