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Acionista da Gol anuncia expansão de frota com até 7 aviões da Airbus em 2026

O acordo prevê que as aeronaves poderão ser operadas por qualquer empresa do Grupo Abra, controlador também da Avianca

Matheus Christov
MATHEUS CHRISTOV

16/10/2025 • 11:39 • Atualizado em 16/10/2025 • 11:39

Avião da Gol

Avião da Gol

Créditos: Divulgação/Gol

A Gol Linhas Aéreas anunciou nesta quinta-feira (16) a assinatura de contratos de leasing operacional, um tipo de contrato de aluguel de longo prazo, com a Avolon Aerospace Leasing Limited para o arrendamento de cinco aeronaves Airbus A330-900neo, com entregas previstas para 2026. A companhia também firmou uma carta de intenção para até dois aviões adicionais do mesmo modelo, totalizando sete aeronaves de fuselagem larga e com dois corredores (widebody).

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O anúncio faz parte da estratégia de expansão de frota do Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, que também tem participação na Wamos Air. De acordo com o fato relevante divulgado aos investidores, as novas aeronaves poderão ser operadas por qualquer empresa do grupo, com a alocação definida de acordo com as necessidades operacionais e financeiras de cada companhia.

No comunicado, a Gol informou que, neste momento, não há impacto financeiro imediato decorrente dos contratos, já que os custos e compromissos só serão assumidos no momento da entrega dos aviões.

Atualmente, a companhia conta com 142 aviões na frota, todos da fabricante norte-americana Boeing. São 76 unidades do 737-NG, 58 unidades do 737-8 MAX e oito cargueiros 737-800 BCF.

Com a expansão da frota, a companhia poderá contar com o A330neo, da europeia Airbus. O modelo tem fuselagem larga projetado para voos de médio e longo curso, capaz de reduzir o consumo de combustível por assento em relação à geração anterior, além de emitir menos ruído e oferecer maior conforto a bordo.

Em comunicado paralelo, o Grupo Abra destacou que a incorporação dos A330neo faz parte de um plano robusto de renovação e expansão de frota na América Latina. Além dos jatos de grande porte, o grupo confirmou o exercício de 50 opções de aeronaves Airbus A320neo, somando 138 unidades narrowbody (aviões com apenas um corredor central) a serem entregues até 2032. O portfólio do Abra inclui ainda 96 Boeing 737 MAX e cinco Airbus A350-900 encomendados em 2024.

Segundo Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra, o movimento reforça a estratégia de crescimento internacional e a ampliação da conectividade entre a América Latina e outros continentes. “Seguimos realizando investimentos necessários alinhados ao nosso compromisso de proporcionar cada vez mais acesso ao transporte aéreo a milhões de pessoas”, afirmou.

Com essa decisão, a companhia brasileira, que até hoje opera exclusivamente aeronaves da Boeing, pode ampliar sua diversificação operacional com os aviões da Airbus, possibilitando a expansão de rotas internacionais de longo alcance em aeronaves de longa fuselagem.

Operações no Chile

Na última segunda-feira (13), o Grupo Abra confirmou a intenção para operação aérea no Chile e solicitou à Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) um Certificado de Operador Aéreo (AOC) para a subsidiária “NG Servicios Aéreos”.

O foco é nas operações de arrendamento e fretamento de aeronaves, diferentemente das companhias aéreas. O grupo se dedicará no transporte aéreo não regular, quando um avião é alugado para transportar um grupo específico de pessoas ou cargas, fora dos horários e rotas comerciais padrão.

Veja a nota da controladora:

“O Grupo Abra, maior investidor da Avianca e da Gol e investidor estratégico da Wamos Air, solicitou aprovação da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) do Chile para obter um Certificado de Operador Aéreo (AOC) para a NG Servicios Aéreos, empresa já registrada no Chile e parte do Grupo Abra.

A NG Servicios Aéreos se dedicará a operações aéreas não regulares (fretamento/ACMI) e terá sede em Santiago, Chile.

Essas operações não regulares podem ser fornecidas a qualquer uma das companhias aéreas que fazem parte do Grupo Abra e a outros operadores, dependendo das oportunidades operacionais e de mercado de cada empresa.”

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