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Acondroplasia, forma mais comum de nanismo, é uma doença rara e exige atenção.

Cuidado adequado garante mais qualidade de vida

Por Redação
REDAÇÃO

23/10/2025 • 17:45 • Atualizado em 23/10/2025 • 17:45

Cuidado adequado garante mais qualidade de vida

Cuidado adequado garante mais qualidade de vida

Biomarin

A acondroplasia é o tipo mais comum de nanismo. Ela é uma doença rara e genética, causada por uma mutação no gene que reduz a velocidade do crescimento ósseo, resultando em membros desproporcionais e estatura baixa.

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Estima-se que 1 a cada 25 mil pessoas no mundo nascem com a condição². No Brasil, cerca de 1.800 pessoas vivem com acondroplasia³ e aproximadamente 80% das crianças com acondroplasia nascem de pais sem a condição.

Diagnóstico

O diagnóstico da acondroplasia pode ser feito antes do nascimento por ultrassonografia fetal ou confirmado com teste genético após o nascimento.

Principais características da acondroplasia e impactos na saúde

Além da baixa estatura (que em média é de 1,32 m para homens e 1,22 m para mulheres na idade adulta), a acondroplasia pode incluir diversas complicações médicas ao longo da vida. As características e comorbidades mais comuns incluem:

  • Aspectos físicos: membros desproporcionalmente curtos (especialmente braços e pernas), cabeça aumentada, testa proeminente e baixa estatura;
  • Problemas ortopédicos: alterações como a curvatura acentuada na coluna (hiperlordose lombar ou cifose), pernas arqueadas (que afetam o caminhar e o correr), podendo haver a necessidade de cirurgias, e instabilidade nas articulações.
  • Dores crônicas: a dor é um sintoma prevalente; 50% das pessoas com a doença sofrem de dor crônica nas pernas até a idade adulta. Já entre os adultos, 70% sofrem de dores crônicas nas costas, mesmo após procedimentos cirúrgicos.
  • Outras complicações: problemas neurológicos e respiratórios (incluindo apneia do sono e estreitamento na base do crânio), infecções recorrentes de ouvido (otites) com risco de perda auditiva e dificuldades motoras no desenvolvimento.

A importância do cuidado adequado e multidisciplinar

O tratamento adequado para a doença contempla uma abordagem multidisciplinar e contínua, que envolve diversos especialistas, como:

  • Geneticista
  • Endocrinologista pediátrico
  • Dentista
  • Pediatra
  • Ortopedista
  • Neurocirurgião
  • Otorrinolaringologista
  • Fisioterapeuta
  • Psicólogo.

Além do acompanhamento de profissionais, o cuidado adequado compreende tratamento farmacológico, que atua diretamente na causa, diminuindo o impacto das comorbidades, estimulando o crescimento e proporcionando mais autonomia em atividades do dia a dia.

A natureza da acondroplasia também impõe desafios emocionais e psicológicos, como atraso no desenvolvimento de habilidades de autocuidado e baixa autoestima, e um número considerável de pessoas apresenta ansiedade e depressão não diagnosticadas. Por isso, o cuidado integral é essencial para garantir a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas com a doença.

O conhecimento torna o mundo mais acessível. Combater o preconceito e trabalhar pela inclusão da pessoa com nanismo são atitudes fundamentais para tornar a sociedade mais inclusiva. Para saber mais sobre a acondroplasia, acesse o site www.nanismo.com.br

Este material não tem qualquer caráter promocional e busca, unicamente, apresentar informações científicas relativas a doenças e/ou saúde. Material financiado pela BioMarin. COM-SC-0589/Outubro-2025

Referências

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  2. Al-Saleem A, Al-Jobair A. Achondroplasia: Craniofacial manifestations and considerations in dental management. The Saudi Dental Journal. Link
  3. Barbosa-Buck CO, Orioli IM, Dutra MG, Lopez-Camelo J, Castilla EE, Cavalcanti DP. 2012. Clinical Epidemiology of Skeletal Dysplasias in South America. Am J Med Genet Part A 158A:1038–1045
  4. About Achondroplasia. Genome.gov. .Published July 15, 2016. Link
  5. Hoover-Fong J, Scott CI, Jones MC. Health Supervision for People With Achondroplasia. American Academy of Pediatrics. Link
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  7. Achondroplasia: Medline Plus Genetics. MedlinePlus. Published August 18, 2020. Link
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  11. Alade Y, Tunkel D, Schulze K, et al. Cross-sectional assessment of pain and physical function in skeletal dysplasia patients. Clinical Genetics. 2012;84(3):237-243. doi:10.1111/cge.12045
  12. Pauli RM. Achondroplasia: a comprehensive clinical review. Orphanet J Rare Dis. 2019 Jan 3;14(1):1.
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