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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o meio do ano após 25 anos

A expectativa deste acordo é justamente fortalecer a integração entre os mercados dos dois blocos, reduzir tarifas de produtos e aumentar o comércio e os investimentos

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 09:53 • Atualizado em 26/02/2026 • 09:53

Sonia Blota
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Mercosul e União Europeia

Mercosul e União Europeia

União Europeia/Mercosul/Agência Brasil

Diplomatas dos dois lados estão otimistas para que o tratado seja colocado em prática e há quem aposte que deve acontecer até o meio do ano. Foram vinte e cinco anos de negociações para o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e agora falamos da fase de implementação. Nesta quarta-feira, em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo entre os dois blocos que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio com o maior número de países do mundo: 32 países e 720 milhões de consumidores.

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O texto segue agora para o Senado, que será a última etapa de análise para entrada em vigor do acordo no que cabe ao Brasil. Já em termos de bloco, também precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul — Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai — de acordo com seus próprios ritos legislativos, embora a aprovação do Congresso brasileiro não esteja atrelada aos vizinhos.

Expectativas e entraves em Luxemburgo

A expectativa deste acordo é justamente fortalecer a integração entre os mercados dos dois blocos, reduzir tarifas de produtos e aumentar o comércio e os investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Do lado europeu, são 27 países que precisam aprovar internamente em seus parlamentos. Recentemente, parlamentares contrários ao acordo levaram o texto ao Tribunal de Justiça em Luxemburgo — o que pode atrasar a implementação em até dois anos. No entanto, o otimismo diplomático prevalece para uma implementação acelerada.

E quem é contra? Produtores europeus — especialmente aqui da França — que são subsidiados pelo governo e temem as importações sul-americanas mais competitivas, especialmente o forte agro brasileiro. Mas nem todos os produtores franceses são contra: os setores de vinhos e queijos, por exemplo, acham a parceria muito benéfica.

Geopolítica e diversificação

Nesta nova geopolítica mundial, com Estados Unidos de um lado e China do outro, os países veem a necessidade de não penderem comercialmente nem para um lado e nem para o outro, e sim diversificar. Além do tratado com a União Europeia, o Mercosul busca estreitar laços com outros parceiros como Canadá, Coreia e a Índia — o país emergente que cresce numa velocidade incrível, pelo menos 7% em média para os próximos anos. Ontem nosso colunista, o professor de economia Paulo Rabello de Castro, falou sobre isso.

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