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Acordo oferecido pelo Hamas é rejeitado pelos Estados Unidos

O próprio Trump disse que a única negociação possível é para a libertação de todos os reféns, o desarmamento do Hamas e fim da guerra

Por Redação
REDAÇÃO

23/09/2025 • 16:01 • Atualizado em 23/09/2025 • 16:01

Moises Rabinovici
Acordo oferecido pelo Hamas é rejeitado pelos Estados Unidos

Acordo oferecido pelo Hamas é rejeitado pelos Estados Unidos

REUTERS/Hatem Khaled

A carta em que o Hamas oferece a liberdade da metade dos 20 reféns israelenses vivos por uma trégua de 60 dias em Gaza, enviada diretamente ao presidente Donald Trump, já foi recusada pelo secretário de Estado Marco Rubio antes mesmo que fosse entregue pelo Catar. “Não aceitamos mais acordo parcial”, ele explicou.

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O próprio Trump disse que a única negociação possível é para a libertação de todos os reféns, o desarmamento do Hamas e fim da guerra. Foi o que repetiu o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, quando a veterana repórter Christiane Amanpour lhe perguntou porque Israel não atende ao clamor de mais de 150 nações, e aceita um acordo.

Danon lembrou que todos que reconhecem a Palestina condenam o Hamas e não o querem no dia seguinte ao da trégua. Aí devolveu a pergunta: “Quem vai tirar o Hamas de lá? ” Diante de um momento de silêncio, ele completou: “Precisamos acabar o serviço”. Amanpour voltou a desafiá-lo com outra pergunta: “Você deixa eu entrar em Gaza? ” Ele respondeu: “Não”. “Por que? ” “Para protegê-la. ” Esta é a primeira guerra de Israel proibida para a imprensa internacional. Só “stringers”, ou informantes pagos por empresas jornalísticas, mandam notícias de dentro da guerra, e muitos já morreram.

Israel manteve sua bancada vazia durante o discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, pelo presidente Lula, e a ocupou só com o embaixador quando Trump discursou, voltando a esvaziá-la pelo resto do dia. A justificativa: o ano novo judaico de 5.786, coincidente com a reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio e a guerra em Gaza. Israel avisou que não poderia participar, e não houve como mudar a data.

O Hamas comemorou o apoio internacional à Palestina. Num comunicado, explicou que não entrega “as armas da resistência”, como exige Israel, “amparado por leis e tratados internacionais, até o fim da ocupação e o estabelecimento de um estado Palestino independente com sua capital em Jerusalém”. Houve comemorações também na Cisjordânia. Palestinos carregaram pôsteres do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e gritaram em coro: “Pare o genocídio”.

O Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos pediu ao presidente Trump, ao fim de seu discurso de quase uma hora, que convença Israel a negociar o fim da guerra. “O tempo está acabando”, avisou. “É preciso agir para um acordo abrangente”.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan ocupou a tribuna da Assembleia Geral para denunciar que “um genocídio continua a ser executado em Gaza – e, mesmo enquanto nos reunimos aqui, pessoas inocentes estão morrendo”. Para ele, a guerra tem um só lado: “Há um exército regular, com o mais moderno e letal armamento, e civis inocentes, inocentes crianças. Isso não é uma luta contra o terrorismo. Isso é uma ocupação, deportação, exilio, genocídio e destruição de vida. ”

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