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Adolescente de SP é alvo de operação que impediu ataque a show de Lady Gaga

Durante o cumprimento do mandado em São Vicente, o adolescente confirmou ser o responsável por perfis que publicavam mensagens de ódio, mas negou qualquer envolvimento em ameaças de atentado

da redação
DA REDAÇÃO

04/05/2025 • 13:44 • Atualizado em 04/05/2025 • 13:44

Lady Gaga durante show em Copacabana, no Rio de Janeiro

Lady Gaga durante show em Copacabana, no Rio de Janeiro

REUTERS/Ricardo Moraes

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), apreendeu um adolescente de 16 anos, em São Vicente, no litoral paulista, no âmbito da Operação Fake Monster.

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A investigação, deflagrada neste sábado (3), mirou um grupo que disseminava discurso de ódio nas redes sociais e planejava um possível ataque ao show da cantora Lady Gaga, realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Durante o cumprimento do mandado no bairro Vila Jockey Clube, o adolescente confirmou ser o responsável por perfis que publicavam mensagens de ódio, mas negou qualquer envolvimento em ameaças de atentado, inclusive às relacionadas ao show da cantora Lady Gaga.

No local, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram apreendidos um computador, um celular, um HD externo, um cartão de memória e um videogame. O menor foi liberado na presença do pai, que acompanhou toda a ação.

Os demais mandados foram cumpridos nas cidades de Cotia e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, resultando na apreensão de celulares, notebooks, videogames e outros dispositivos eletrônicos. “Todo o material será encaminhado para perícia. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer o alcance da atuação do grupo”, informou a SSP.

Operação Fake Monster

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizou neste fim de semana a Operação Fake Monster, que desarticulou uma rede criminosa que atuava em plataformas digitais.

A rede promovia a radicalização de adolescentes, a disseminação de crimes de ódio, automutilação e conteúdos violentos como forma de pertencimento e desafio entre jovens.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Cotia (SP), São Vicente (SP), Vargem Grande Paulista (SP), São Sebastião do Caí (RS), Campo Novo do Parecis (MT).