
Paulo Alves da Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro
Rosinei Coutinho/STF
O advogado Paulo Amador Thomaz Alves da Cunha Bueno, que integra a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou durante a sustentação oral em julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que a absolvição do político é “imperiosa” para que o Brasil não tenha uma versão do caso Dreyfus.
“Não podemos, em hipótese alguma, permitir que entendam que a esta Corte ou este juízo terá faltado atenção à gravidade desse caso. E a falta de elementos que possam imputar ao presidente Jair Bolsonaro os delitos que lhe são direcionados na denúncia”, declarou Cunha Bueno.
“Não permitamos, em hipótese alguma, criarmos neste processo uma versão brasileira e atualizada do emblemático caso Dreyfus. Curiosamente, também capitão de artilharia, acusado de crime contra a pátria, condenado com base em um rascunho de documento apócrifo, teve seu exercício de defesa constrangido em determinada altura”, acrescentou.
Na sustentação oral, o advogado Paulo Amador Thomaz Alves da Cunha Bueno reforçou que o caso Dreyfus é um dos casos que “representa uma cicatriz na história jurídica do Ocidente”.
“A absolvição do presidente Bolsonaro é imperiosa para que não tenhamos a nossa versão do caso Dreyfus”,
O advogado lembrou que está diante de um caso que exige a credibilidade da decisão da Corte. “Essa credibilidade terá de ser exteriorizada pelo respeito ao devido processo legal, a ampla defesa, ao princípio do juiz natural, a imparcialidade objetiva e, principalmente, em uma decisão calcada em provas contundentes, em provas evidentes, e não simplesmente em narrativas ou suposições”, disse.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

