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Advogado de Cid diz que tenente-coronel não planejou golpe e alega ausência de provas

Mauro Cid e outros sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, são acusados de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

Da redação
DA REDAÇÃO

02/09/2025 • 15:17 • Atualizado em 02/09/2025 • 15:17

Mauro Cid comparece ao STF

Mauro Cid comparece ao STF

Ton Molina/STF

O advogado legal do tenente-coronel Mauro Cid, Cezar Roberto Bittencourt, começou a representação da defesa, no julgamento que pode condená-lo por tentativa de golpe de Estado, afirmando que há “ausência dos elementos, de provas concretas” nos autos da ação penal. O processo, que começou na manhã desta terça-feira (2) pode durar até duas semanas.

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“Exige fazermos um rigor, exame na apuração dos fatos, exigimos provas dos acontecimentos. Há ausência dos elementos de provas concretas. Mauro Cid não compartilhou conteúdo golpista”, disse.

Mauro Cid e outros sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, são acusados de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Confira as acusações envolvendo o tenente-coronel:

O tenente-coronel, que também era ajudante de ordens de Bolsonaro durante o mandato é acusado de ser um elo direto entre Bolsonaro e outros membros do grupo.

Divulgação de informações falsas para descredibilizar o sistema eleitoral e instigar os manifestantes

Segundo Cezar, “o que há nos autos? Que Mauro Cid não elaborou, compartilhou e citou qualquer conteúdo golpista, propondo, invalidando e incentivando qualquer atentado contra a democracia ou contra o sistema eleitoral. O que há nos autos é o recebimento passivo de mensagens, das quais ele sequer fazia repasse. A acusação confunde o vínculo funcional com conduta criminosa, não passando de meras suposições”, disse.

Denúncia aponta que causou danos contra o patrimônio da União

A respeito da acusação de danos contra o patrimônio da União, a defesa afirmou que a imputação é “folclórica” e que Mauro Cid não participou dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro: “ele estava fora do Brasil. Sequer sabia do que estava acontecendo”.

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