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“Agora é pedir por justiça”, diz mãe de mulher arrastada e morta pelo ex

Lúcia vinha acompanhando a filha no hospital desde o atropelamento, no dia 29 de novembro

Da redação
DA REDAÇÃO

25/12/2025 • 10:50 • Atualizado em 25/12/2025 • 11:03

A mãe de Tainara Souza Santos usou as redes sociais para comunicar a morte da filha, que havia sido atropelada e arrastada na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo. A jovem ficou internada por quase um mês, mas não resistiu após passar por uma nova cirurgia, que incluiu mais uma amputação. Tainara tinha 31 anos.

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Em uma publicação feita nesta quarta-feira (24), véspera de Natal, Lúcia Aparecida da Silva afirmou que a filha morreu em decorrência dos graves ferimentos provocados pelo atropelamento ocorrido no fim de novembro e fez um apelo por justiça. Tainara era mãe de dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 7.

“É com muita dor que venho avisar que nossa guerreirinha, a Tay, nos deixou”, escreveu a mãe. Ela também agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas desde o ocorrido. “Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme, mas acabou o sofrimento”, afirmou. Lúcia encerrou a mensagem pedindo: “Agora é pedir por justiça”.

Vítima de feminicídio

Tainara Souza ficou internada por quase um mês após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro até a Marginal Tietê, no dia 29 de novembro. Durante a internação, passou por diversos procedimentos cirúrgicos, incluindo amputações das pernas, cirurgias de reconstrução e uma traqueostomia.

Inicialmente, ela foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, sendo posteriormente transferida para o Hospital das Clínicas, onde permaneceu em estado grave. Na quarta-feira, familiares foram chamados pela equipe médica para se despedirem da jovem. A morte foi confirmada por volta das 19h, na véspera de Natal.

O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. Douglas Alves da Silva é apontado como o principal suspeito e segue detido enquanto as investigações continuam. A defesa afirma que ele admite o atropelamento, mas nega ter mantido um relacionamento com a vítima — versão contestada pelo advogado de Tainara.

*Com informações do Estadão Conteúdo.