
Trump, presidente dos Estados Unidos
Win McNamee/Pool via REUTERS
De repente, o presidente Donald Trump anunciou que quer a Base de Bagram, no Afeganistão, que já foi estadunidense, mas agora pertence ao Talibã — que não acha a ideia nada boa e a rejeita totalmente.
O ímpeto de Trump é o mesmo que o levou a querer a Islândia e o Canal do Panamá, sem ter conquistado nenhum deles no nono mês de sua gestão.
Bagram está numa alta montanha afegã com vista para a China, Irã, Paquistão e Tajiquistão — um ponto estratégico. Trump planeja manter um exército lá e restabelecer sua infraestrutura, mesmo depois de apoiar a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, embora a tenha criticado por “precipitada e indigna”.
O argumento de Trump é que a base está “a uma hora de onde a China fabrica suas armas nucleares”. Do topo da montanha em Bagram, os EUA poderão manter sua influência militar por toda a Ásia Central, perdida com a retirada, em 2001.
Conversas para a posse de Bagram já foram iniciadas com o Talibã, sem que se saiba se contém pressão econômica ou militar. Mas Trump ameaçou que, “se não devolverem a base, coisas ruins acontecerão”. Uma “reinvasão” é tida como improvável, ou até mesmo impensável.
O Talibã lembra o Acordo de Doha, assinado em 2020, pelo qual os EUA prometeram não interferir militarmente no Afeganistão. A China já se posicionou do lado afegão. Trump falou sobre Bagram em sua viagem real ao Reino Unido, na semana passada.
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