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Ataques russos cortam energia em Chernobyl e ameaçam segurança nuclear

Agência Internacional de Energia Atômica monitora impactos após bombardeio com drones atingir subestações vitais para a infraestrutura da Ucrânia.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

20/01/2026 • 12:44 • Atualizado em 20/01/2026 • 12:48

Chernobyl

Chernobyl

REUTERS/Valentyn Ogirenko/File Photo

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que a usina nuclear de Chernobyl perdeu toda a sua energia externa nesta terça-feira (20). A interrupção ocorre após uma nova onda de ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia, que também danificou linhas de transmissão de outras unidades nucleares no país.

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O impacto nas subestações

De acordo com o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, o bombardeio atingiu subestações ucranianas consideradas vitais para a manutenção da segurança nuclear. Em comunicado divulgado na rede social X, Grossi ressaltou que a atividade militar russa foi ampla e ocorreu durante a manhã, no horário local.

O diretor afirmou que a agência acompanha os desdobramentos de perto para avaliar a extensão dos danos. O desligamento da energia externa em Chernobyl é visto com preocupação, uma vez que o fornecimento elétrico é fundamental para os sistemas de monitoramento e resfriamento da estrutura.

Bombardeio massivo e crise energética

A ofensiva russa desta terça-feira envolveu o uso de mais de 300 drones e mísseis balísticos e de cruzeiro. O foco principal dos ataques foi a rede elétrica ucraniana, o que agravou a crise humanitária no país. Na capital, o fornecimento de aquecimento foi interrompido em mais de 5.600 prédios de apartamentos, justamente em um dos invernos mais rigorosos registrados na região em anos.

A escalada ocorre poucos dias após um acordo de cessar-fogo local. O pacto visava permitir que a AIEA realizasse reparos na linha de energia da usina de Zaporizhzhya. Além disso, a agência da ONU planejava enviar uma missão técnica para avaliar dez subestações elétricas críticas, plano que agora enfrenta novos obstáculos devido à intensificação do conflito.

Desdobramentos na diplomacia

Enquanto a infraestrutura é alvo de ataques, autoridades ucranianas buscam manter o diálogo internacional. Uma equipe de negociadores chegou a Washington no último sábado com o objetivo de sensibilizar o governo dos Estados Unidos sobre a intensidade dos bombardeios russos, que, segundo o presidente Volodymir Zelenski, minam os esforços diplomáticos.

Por outro lado, o Kremlin indicou que também mantém movimentações nos bastidores. O porta-voz Dmitry Peskov informou que o enviado presidencial russo, Kirill Dmitriev, planeja se reunir com representantes americanos em Davos. Embora Peskov não tenha confirmado nomes, relatórios indicam que o encontro pode incluir o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.