
Faixa de Gaza
Amir Cohen/Reuters
As cenas de palestinos famintos, principalmente crianças, disputando um pouco de comida, pão ou mantimento, podem estar perto do fim. Uma fundação internacional deverá distribuir ajuda humanitária sem mais o controle do Hamas, anunciou um repórter israelense em Washington, Barak Ravid, via Axios e CNN, onde é correspondente e analista internacional.
Os 2.2 milhões de palestinos de Gaza estão sem receber comida, água e medicamentos há dois meses, quando Israel os bloqueou e rompeu o cessar-fogo com o Hamas, que vigorava desde janeiro. O governo israelense começou a convocar reservistas para escalar os combates e libertar 59 reféns, entre eles 24 vivos, logo depois que for restabelecida a ajuda humanitária.
No domingo passado, o presidente Trump telefonou ao primeiro-ministro Netanyahu e lhe pediu uma solução à fome e à situação caótica assolando a população civil gazense. Israel acusa o Hamas de controlar a maior parte da ajuda enviada à Gaza para a revender, coletando dinheiro para pagar o salário de seus milhares de combatentes.
Um novo plano de distribuição da ajuda está em fase final, envolvendo representantes de ONGs internacionais e empresas privadas. Uma fonte do Departamento de Estado, em Washington, disse a Barak Ravid: “Entendemos que o mecanismo fornecerá ajuda às pessoas que dela necessitam, em conformidade com nossos princípios, com salvaguardas para garantir que a assistência não seja desviada, saqueada ou mal utilizada por grupos terroristas como o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina”.
Pelo plano, a responsabilidade por receber a ajuda caberá a uma fundação internacional, apoiada por vários países e entidades filantrópicas. Israel ficou responsável por construir entrepostos onde os palestinos irão retirar uma cesta básica com o suficiente para uma família por sete dias.
“O presidente Trump e o secretário Rubio esperam que todas as agências de ajuda humanitária da ONU e internacionais trabalhem dentro da estrutura do mecanismo para garantir que o Hamas não tenha acesso a esses recursos essenciais.”
Neste domingo, o governo israelense deverá aprovar mais uma convocação de reservistas para a ampliação do combate ao Hamas. A escalada só começará depois do início da ajuda humanitária à população de Gaza, se não for resolvido o impasse nas negociações para um cessar-fogo, a entrega dos reféns vivos e mortos, e a libertação de prisioneiros palestinos.
Israel quer a rendição do Hamas, com seus líderes no exílio, e o Hamas quer o fim da guerra, a retirada israelense de Gaza, e se tornar um partido político. Não há um denominador comum às duas posições que permita a reabertura das negociações paralisadas.
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