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Alckmin celebra redução de tarifas dos EUA e diz que Brasil está aberto ao diálogo

O governo brasileiro espera que essa redução seja um primeiro passo para novos avanços na relação com os Estados Unidos

Da redação
DA REDAÇÃO

15/11/2025 • 12:34 • Atualizado em 15/11/2025 • 12:34

Resumo

Redução de tarifas pelos Estados Unidos beneficiou diversos produtos brasileiros, incluindo carnes, café, frutas, castanhas e suco de laranja, com destaque para o suco de laranja, cuja tarifa foi zerada, representando US$ 1,2 bilhão em exportações.

Esforço diplomático entre Brasil e Estados Unidos envolveu conversas entre o presidente Lula, o presidente Donald Trump, o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio, resultando em facilitação da entrada de itens como açaí, goiaba, abacate, banana e redução da tarifa do café de 50% para 40%.

Preocupação do governo brasileiro permanece em relação à competitividade do café, cuja tarifa ainda é considerada alta em comparação ao Vietnã, e o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o diálogo está aberto e o país segue trabalhando para novas reduções e avanços nas relações comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin conversou com a imprensa neste sábado (15) e falou sobre a redução de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos e diversos produtos brasileiros. Os americanos reduziram em 10% as tarifas em diversos itens exportados pelo Brasil.

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Para Alckmin, a medida é “positiva e na direção correta”, impacta diretamente setores estratégicos do agronegócio, como os de carnes, café, frutas e castanhas.

Durante a coletiva, Alckmin ressaltou o momento robusto do comércio exterior brasileiro, que atingiu recordes de exportação entre janeiro e outubro. Segundo ele, a nova ordem executiva americana, que removeu 10% da alíquota sobre diversos itens, fortalece ainda mais essa tendência.

"A medida beneficia, no caso do Brasil, café, carne, frutas, manga, suco de laranja...", listou o vice-presidente. Ele destacou o caso do suco de laranja como o mais emblemático, cuja tarifa foi completamente zerada.

"Esse foi para zero, é o mais beneficiado, e representa 1,2 bilhão de dólares a exportação do suco de laranja para os Estados Unidos", comemorou Alckmin.

Produtos beneficiados

A redução tarifária abrange uma vasta gama de produtos agrícolas brasileiros. Além dos já citados, Geraldo Alckmin mencionou outros itens que verão sua entrada no mercado americano facilitada:

  • Frutas diversas: Açaí, goiaba, abacate e banana.
  • Café: A tarifa, que era de 50%, foi reduzida para 40%.

Desafios à Frente: A Competitividade do Café Brasileiro

Apesar do tom otimista, o vice-presidente foi questionado sobre a situação do café. Mesmo com a redução, a alíquota de 40% ainda é considerada alta, especialmente quando comparada a concorrentes como o Vietnã, que teve sua tarifa de 20% zerada.

Alckmin reconheceu a distorção e garantiu que o governo continuará empenhado em buscar melhores condições. "Vamos continuar trabalhando para reduzir mais. Realmente, no caso do café, ainda é alta, 40%", admitiu.

Ele reforçou, no entanto, a importância estratégica do Brasil como principal fornecedor de café arábica para o mercado americano.

Diálogo e otimismo para novos avanços

Geraldo Alckmin atribuiu o progresso nas negociações ao esforço diplomático do governo brasileiro, citando conversas entre o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump, além de reuniões entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado, Marco Rubio.

O vice-presidente concluiu sua fala com uma mensagem de confiança no futuro das relações comerciais, afirmando que o diálogo permanece aberto para novas conquistas.

"O Brasil está aberto ao diálogo e quer resolver. Estamos otimistas que teremos novos avanços", finalizou.

O governo brasileiro espera que essa redução seja um primeiro passo para novos avanços na relação com os Estados Unidos.

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