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Alckmin diz que proposta sobre tarifas não foi respondida e que governo se reunirá com setores

Vice-presidente ressalta ainda que Brasil não pediu prorrogação do prazo dado por Trump

Da Redação
DA REDAÇÃO

14/07/2025 • 17:15 • Atualizado em 14/07/2025 • 17:15

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que está encarregado das negociações com os Estados Unidos sobre as tarifas que o presidente Donald Trump ameaçou impor ao Brasil, afirmou que uma proposta que havia sido feita pelo governo em maio segue sem resposta.

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“É imporante destacar que nós já estávamos fazendo o diálogo. No dia 16 de maio foi encaminhada em caráter confidencial uma proposta de negociação que não foi respondida ainda. Até a sexta-feira antes do anúncio havia reuniões em nível técnico”, disse o também Ministro da Indústria Comércio e Desenvolvimento em entrevista a jornalistas.

Ao mesmo tempo, Alckmin enfatizou que não há qualquer pedido do governo brasileiro para que os Estados Unidos prorroguem o prazo de imposição das tarifas. “O governo não pediu nenhuma prorrogação de prazo e não fez nenhuma proposta sobre alíquota. O que estamos fazendo é ouvir os setores envolvidos para o setor privado também participar”, ressaltou.

O vice-presidente relatou ainda que o presidente Lula criou um comitê interministerial que terá reuniões a partir desta terça-feira (15) com setores da economia que podem ser afetados com o tarifaço.

“Estamos chamando os seteros indústriais que têm mais relação com os Estados Unidos: avião, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, móveis e autopeça”, detalhou.

Haverá ainda conversas com membros do agro que realizam grandes volumes de exportação para os EUA, como suco de laranja, mel e pescados.

"Também marcaremos [reuniões] com entidades e empresas norte-americanas, porque tem uma intregação em cadeia. Por exemplo, somos o terceiro comprador do carvão sidrúrgico americano. Fazemos o aço semiplano e vendemos para os EUA, que faz o produto acabado. Então é evidente que as empresas norte-americanas também serão atingidas”, complementou.

O presidente Donald Turmp enviou uma carta na qual ameaçou impor tarifas de 50% a todas as exportações brasileiras aos EUA e citou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde por tentativa de golpe de estado, como um dos motivos.