
Alcolumbre
Waldemir Barreto/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não irá comparecer ao evento de sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
A avaliação é que não há bom clima com o Planalto. A reportagem da Band apurou que o presidente do Senado ainda está ressentido pela não indicação do senador Rodrigo Pacheco a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A cerimônia será realizada a partir das 10h30 desta quarta-feira (26) no Palácio do Planalto, em Brasília.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também não irá participar da cerimônia porque cumprirá agenda interna. Porém, nas redes sociais, ele se pronunciou e afirmou que a sanção do projeto “é o resultado da união dos Poderes em favor do Brasil”.
“Hoje a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil se torna lei. Uma vitória histórica para milhões de brasileiros (...). Este é o resultado da união dos Poderes em favor do Brasil. Com respeito às atribuições legislativas, diálogo e equilíbrio, o país avança”, escreveu Motta.
Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Segundo o Palácio do Planalto, a estimativa é que cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar o Imposto de Renda com a sanção desta nova lei. A legislação também aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais.
Mudanças
Encaminhado pelo governo federal em março ao Congresso Nacional, o texto da lei foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados e no início do mês pelo Senado.
Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos). A nova legislação isentará, a partir de janeiro do ano que vem, o imposto de renda sobre rendimentos mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas.
Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução parcial dos valores a serem pagos – quanto menos ganhar, maior a redução.
Os contribuintes com rendimentos acima de R$ 7.350 não serão contemplados pela medida.
Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.
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