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Aliados tentam emplacar Camilo Santana no Ministério da Justiça

Interlocutores avaliam que o atual ministro da Educação reúne atributos considerados relevantes para a função, como trânsito político, experiência na negociação com o Congresso e o fato de já ter exercido o cargo de governador

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

08/01/2026 • 08:25 • Atualizado em 08/01/2026 • 08:25

Bastidores de Brasília
Camilo Santana

Camilo Santana

José Cruz/Agência Brasil

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu uma disputa interna no governo sobre quem deve assumir o comando da pasta a partir de março, quando a equipe do atual ministro deve deixar o cargo.

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Nesse cenário, um dos nomes mais citados por aliados do Palácio do Planalto é o do ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Interlocutores avaliam que ele reúne atributos considerados relevantes para a função, como trânsito político, experiência na negociação com o Congresso e o fato de já ter exercido o cargo de governador.

Na quarta-feira (7), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para defender o nome de Santana. A movimentação, contudo, também é vista por aliados como parte de uma articulação local no Ceará.

Guimarães tem interesse em abrir espaço para uma eventual candidatura ao Senado em 2026. Camilo Santana, por sua vez, avalia indicar um aliado e ainda não definiu se pretende disputar o governo do Ceará, hipótese que dependeria do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No Planalto, a avaliação é que o próximo ministro da Justiça deverá ter um perfil mais político e combativo. A ideia é escolher alguém com maior capacidade de diálogo com o Congresso e de enfrentamento à oposição, especialmente em um momento em que a segurança pública tende a ocupar papel central no debate eleitoral.

Além de Santana, outros nomes são citados nos bastidores, incluindo auxiliares próximos de Lula e quadros com trajetória no meio jurídico. Parte dessas alternativas, no entanto, enfrenta resistência em setores do Supremo Tribunal Federal.

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