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Ameaça nuclear de Putin pode ser estratégia psicológica para intimidar o Ocidente

Kremlin afirmou nesta terça-feira (19) que os ucranianos lançaram pela primeira vez mísseis balísticos de fabricação americana contra o território russo

Moises Rabinovici
MOISES RABINOVICI

20/11/2024 • 11:37 • Atualizado em 20/11/2024 • 11:37

Moises Rabinovici
Vladimir Putin

Vladimir Putin

Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS

A ameaça nuclear de Vladimir Putin, em resposta aos mísseis dos Estados Unidos disparados pela Ucrânia, é a manchete da imprensa internacional desta quarta-feira (20). Mas tudo indica que não passe de um blefe, parte de uma estratégia psicológica para intimidar o Ocidente.

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Não foi a primeira vez que Putin dispara uma ameaça nuclear. Em 29 de fevereiro, ele prometeu “destruir a civilização” se a OTAN enviasse tropas para a Ucrânia — ele que foi buscar 10 mil soldados na Coreia do Norte. Alguns dias antes, 25/2, ele disse que alteraria sua doutrina nuclear se atacado com armas convencionais por algum país apoiado por uma potência atômica — o que agora ele o fez, por decreto assinado.

A própria Rússia seria vítima de uma explosão nuclear na sua vizinha Ucrânia. O presidente Putin sabe dos riscos a que exporia sua própria população. Nenhum dos satélites espiões dos EUA e da Europa observou qualquer mudança nos arsenais atômicos russos.

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