Band Jornalismo

Macron rebate Trump e diz que ameaças sobre a Groenlândia são inaceitáveis

Presidente francês afirma que Europa responderá de forma coordenada a tarifas; militares europeus estão no Ártico em apoio à Dinamarca.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

17/01/2026 • 17:08 • Atualizado em 17/01/2026 • 17:15

Macron

Macron

REUTERS/Ints Kalnins

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste sábado (17) que as ameaças tarifárias feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são "inaceitáveis". A declaração ocorre após Trump anunciar a imposição de tarifas a oito países europeus, incluindo a França, caso as nações não apoiem a anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, pelos EUA.

Compartilhar

Macron destacou que a França está comprometida com a soberania e a independência das nações e garantiu que os europeus reagirão de maneira unida. "Os europeus responderão de forma coordenada caso sejam confirmadas. Nós vamos garantir que a soberania europeia seja respeitada", declarou o líder francês em publicação na rede social X.

Presença militar e apoio à Dinamarca

A resposta de Macron fundamenta-se no compromisso francês com a Carta das Nações Unidas. De acordo com o presidente, é com base nesses princípios que a França decidiu participar de um exercício organizado pela Dinamarca na Groenlândia. Militares de países como França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia chegaram à região nesta semana.

A mobilização militar é descrita como uma demonstração de apoio à Dinamarca, país membro da Otan, contra as intenções de anexação manifestadas por Donald Trump. "Assumimos plenamente esta decisão, porque a segurança está em jogo no Ártico e nas regiões mais remotas da nossa Europa", afirmou Macron.

Resposta contra intimidações

O presidente francês reforçou que as decisões estratégicas da Europa não serão influenciadas por pressões externas. Segundo ele, nem a questão da Groenlândia, nem o conflito na Ucrânia ou qualquer outra situação global farão com que o país ceda a ameaças.

"Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará", ressaltou o mandatário. Macron concluiu afirmando que a segurança do Ártico é prioridade e que a Europa se manterá firme na defesa de seu território e de seus aliados contra as medidas econômicas punitivas propostas pelo governo norte-americano.