
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, durante depoimento na CPI do 8 de janeiro
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O Supremo Tribunal Federal definiu, nesta quinta-feira (11), a pena atribuída a Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, pelos crimes a ele imputados no julgamento por tentativa de golpe de Estado. Ele deverá cumprir 24 anos de prisão. Sendo 21 anos e 6 meses de reclusão, e dois anos e seis meses de detenção.
Além do período de reclusão e detenção, o ex-ministro deverá pagar por 100 dias multa, sendo cada dia no valor de um salário mínimo.
Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o relator na decisão da dosimetria da pena do ex-presidente. Já Luiz Fux optou por não participar da fixação da pena porque julgou improdecente.
Durante a dosimetria, Moraes “destrinchou” as penas de acordo com os crimes pelos quais o réu foi condenado. Sendo eles:
- 5 anos pelo crime de organização criminosa
- 6 anos pelo crime de abolição do Estado democrático de Direito
- 2 anos e 6 meses e 50 dias multa
- 2 anos e 6 meses, e 50 dias multa por deterioração do patrimônio tombado

