
Ouro Preto
Eduardo Tropia/Ministério do Turismo
Resumo
A Agência Nacional de Mineração (ANM) descartou qualquer hipótese de ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas de mineração no Complexo Mina de Fábrica, da Vale S.A., em Minas Gerais. O órgão se manifestou oficialmente na manhã desta segunda-feira (26) sobre a ocorrência registrada no limite entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, reforçando que a segurança das estruturas principais permanece preservada.
A nota da agência reguladora surge para esclarecer o incidente ocorrido no domingo (25). Na ocasião, a mineradora Vale confirmou que houve um extravasamento de água com sedimentos vindo de uma cava da mina de Fábrica. O material atingiu a unidade Pires, de propriedade da CSN Mineração, resultando em alagamentos na área da empresa vizinha.
Entenda o incidente na Mina de Fábrica
De acordo com as análises preliminares da ANM, o episódio está estritamente associado à infraestrutura instalada na área de operação da Vale. A agência técnica ressalta que o problema não possui características de falha em estruturas classificadas formalmente como barragens ou pilhas de estéril, o que reduz o potencial de danos de larga escala associados a esse tipo de sinistro.
O órgão regulador informou que mantém equipes técnicas no local para monitorar a situação de perto. Os especialistas analisam tanto as condições de funcionamento da mina após o extravasamento quanto as providências emergenciais adotadas pelo empreendedor para conter os sedimentos e evitar novos transtornos na região afetada.
Avaliação de danos e fiscalização
Até o momento, os dados coletados pelas autoridades indicam que o incidente não resultou em danos humanos. "Com base nas informações disponíveis até o momento, não há registro de danos a pessoas ou a comunidades próximas", destacou a agência em comunicado oficial. O monitoramento contínuo visa garantir que a estabilidade local não seja ameaçada por novas intercorrências.
A CSN, que teve a unidade Pires atingida pelo alagamento, confirmou a ocorrência por meio de nota. A empresa reportou que a água e os sedimentos vindos da operação vizinha invadiram parte de sua propriedade em Ouro Preto, mas não detalhou a extensão dos prejuízos materiais sofridos na planta industrial até o fechamento desta edição.
Apuração de responsabilidades
A ANM reforçou que o caso será submetido a um rigoroso processo regulatório para apurar as causas do extravasamento. A agência prevê a aplicação de sanções caso sejam constatadas irregularidades operacionais ou negligência no manejo das águas da cava.
O processo de fiscalização seguirá a legislação vigente, e a mineradora Vale poderá ser penalizada administrativamente. A prioridade atual, segundo os técnicos, é a manutenção da segurança operacional no Complexo Mina de Fábrica e a mitigação dos impactos causados à operação da CSN Mineração.
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