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Butantan-DV: Anvisa aprova vacina do Butantan contra a dengue

Mesmo antes da aprovação, o Butantan havia dado início à produção da vacina em seu parque industrial

Da redação
DA REDAÇÃO

26/11/2025 • 08:45 • Atualizado em 26/11/2025 • 08:45

Resumo

Aprovação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) garante proteção com uma única dose para pessoas de 12 a 59 anos, sendo incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Produção antecipada pelo Butantan resulta em mais de um milhão de doses prontas para distribuição ao PNI, além de parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para ampliação da fabricação.

Registro de 6,5 milhões de casos prováveis de dengue no Brasil em 2024 e 1,6 milhão até novembro de 2025 aponta aumento expressivo da doença, que já atingiu mais de 20 milhões de brasileiros desde os anos 2000.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, a primeira do mundo capaz de proteger com apenas uma dose. Destinada inicialmente à população de 12 a 59 anos, a Butantan-DV deve agora ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Mesmo antes da aprovação, o Butantan havia dado início à produção da vacina em seu parque industrial. O órgão já tem mais de um milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI.

O Instituto também fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção.

Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue — quatro vezes mais do quem 2023, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros foram acometidos pela doença.

Segundo relatório publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, esquemas com menos doses estão associados a:

  • maior adesão da população;
  • campanhas mais simples de organizar;
  • cobertura vacinal mais rápida em emergências sanitárias.

A Anvisa também autorizou estudos para avaliar a aplicação da vacina em pessoas de 60 a 79 anos.

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