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Após trégua, ataques aéreos atingem o Irã, que reage contra Israel

O cessar-fogo, que prevê uma interrupção de duas semanas nos combates, ainda não tem horário definido para entrar em vigor

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

08/04/2026 • 07:28 • Atualizado em 08/04/2026 • 07:36

Ataque israelense no Líbano em 8 de abril

Ataque israelense no Líbano em 8 de abril

REUTERS/Adnan Abidi

Apesar do anúncio de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, as hostilidades entre Israel e Irã continuaram na madrugada desta quarta-feira (8). O cessar-fogo, que prevê uma interrupção de duas semanas nos combates, ainda não tem horário definido para entrar em vigor, o que resultou em novas ofensivas aéreas e ataques com drones em diversas frentes na região.

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As forças israelenses mantiveram bombardeios contra o território iraniano, enquanto o Irã disparou projéteis contra Israel e alvos em países vizinhos, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dabi, uma unidade de processamento de gás foi atingida e pegou fogo, elevando as tensões no setor energético.

Em outra frente de combate, Israel intensificou os ataques contra posições do Hezbollah no sul do Líbano. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, a incursão resultou em pelo menos oito mortes e 22 feridos.

Posição oficial

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou nesta quarta-feira seu apoio aos termos negociados pelos EUA com o governo iraniano. Contudo, o premiê ressaltou que o compromisso de trégua não se estende ao Hezbollah, indicando que as operações militares em solo libanês devem prosseguir independentemente do entendimento com Teerã.

Cessar-fogo

Em um desdobramento diplomático, o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi, emitiu um comunicado oficial anunciando a disposição do país em interromper operações defensivas e facilitar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

A declaração, feita em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, surge como resposta a intensos esforços de mediação liderados pelo Paquistão e a uma nova base de negociações proposta pelos Estados Unidos.

No documento, Araghchi expressa gratidão ao Primeiro-Ministro do Paquistão, Sharif, e ao "Marechal de Campo" Munir por seus "esforços incansáveis" para encerrar o conflito na região.

Segundo o comunicado, o governo iraniano está disposto a negociar com base em. Uma proposta de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos O Irã estabeleceu uma condição clara para a paz: as "Poderosas Forças Armadas" iranianas cessarão suas operações defensivas apenas se os ataques contra o território e interesses iranianos forem interrompidos primeiro.

Um dos pontos mais críticos da declaração refere-se à segurança energética global. O governo de Teerã declarou que, por um período de duas semanas, será permitida a "passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.