
REUTERS/Adriano Machado
Resumo
Anúncio da NOAA comunica mudança nos critérios para identificar El Niño e La Niña, motivada pelo impacto do aquecimento global e alterações rápidas nos padrões climáticos.
Histórico de 75 anos utilizava comparação entre temperaturas de três áreas do Pacífico Tropical e uma média considerada normal, mas a referência passou a ser revista com frequência devido ao aumento das temperaturas.
Implementação de novo índice amplia comparação para todas as regiões tropicais do Pacífico, com diferença de até 0,5 grau Celsius nas medições, melhorando a precisão na análise dos fenômenos.
A NOAA (Agência de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos) anunciou uma mudança na forma de identificar a ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña. A revisão foi considerada necessária diante dos efeitos do aquecimento global, que vêm alterando padrões climáticos de maneira mais rápida e intensa nos últimos anos, comprometendo a eficácia do modelo anterior.
Por cerca de 75 anos, meteorologistas classificaram os fenômenos com base na comparação entre as temperaturas registradas em três áreas do Pacífico Tropical e uma média histórica considerada “normal”. No entanto, com o aumento acelerado das temperaturas, a própria referência de normalidade passou a ser revista com maior frequência — a cada cinco anos.
Ainda assim, o método deixou de refletir com precisão as mudanças em curso. Diante disso, a agência desenvolveu um novo índice para monitorar El Niño e La Niña.
A partir de agora, a temperatura média será comparada com a de todas as regiões tropicais do Pacífico, e não apenas com áreas específicas. A diferença nas medições pode chegar a 0,5 grau Celsius — variação considerada relevante na análise desses fenômenos climáticos.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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