A recente tentativa do governo dos Estados Unidos de trazer transparência ao caso de Jeffrey Epstein acabou gerando mais perguntas do que respostas. No último final de semana, o Departamento de Justiça (DOJ) retirou do ar 16 arquivos que haviam acabado de ser publicados em seu site oficial. O sumiço repentino de materiais — que incluíam fotos do ex-presidente Donald Trump — alimentou teorias de acobertamento e revoltou familiares de vítimas.
O mistério das fotos apagadas
Na sexta-feira, o público teve acesso a uma série de imagens encontradas nas propriedades de Epstein. Entre elas, uma fotografia chamou a atenção: dentro de uma gaveta, aparecia um registro de Donald Trump ao lado de Epstein, Melania Trump e Ghislaine Maxwell.
Menos de 24 horas depois, essa e outras 15 imagens (incluindo quadros de nudez) foram removidas sem aviso. Em nota curta nas redes sociais, o governo afirmou que os materiais estão sendo "revisados e editados" para proteger informações sensíveis, mas não explicou por que os arquivos foram postados e retirados logo em seguida.
Lacunas e "páginas em branco"
Apesar da pressão do Congresso para que tudo fosse revelado, os documentos entregues até agora são considerados incompletos. Especialistas e políticos apontam falhas graves na divulgação:
Faltam os depoimentos principais das sobreviventes dados ao FBI; quase não há menções a figuras influentes que conviviam com Epstein, como o Príncipe Andrew.
Muitos documentos importantes foram entregues com páginas inteiras riscadas de preto, impossibilitando a leitura.
O material que permaneceu no site mostra o círculo social de luxo de Epstein, com fotos de Bill Clinton, Michael Jackson e Kevin Spacey. Embora as imagens não provem crimes dessas celebridades, elas mostram como o criminoso circulava entre a elite mundial. Veja algumas imagens divulgadas.
*Com informações da Agência Estado.
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