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Justiça dos EUA divulga arquivos do caso Epstein, mas censura páginas

O material inclui depoimentos, fotos, e-mails, transcrições de audiências, registros telefônicos e matérias na imprensa

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

20/12/2025 • 08:21 • Atualizado em 20/12/2025 • 08:21

Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell e uma possível vítima

Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell e uma possível vítima

Divulgação

Resumo

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou os arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. O material inclui depoimentos, fotos, e-mails, transcrições de audiências, registros telefônicos e matérias na imprensa. Os conteúdos fazem parte de investigações estaduais e federais.

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Alguns itens já foram divulgados anteriormente, como vídeos do centro de detenção de Nova York, onde Epstein foi encontrado morto, enquanto outros revelam sobre a vida privada do financista. Há imagens feitas com astros da música, como Mick Jagger e Michael Jackson.

O ex-presidente Bill Clinton aparece em diversas fotos e, em uma delas, o democrata está sem camisa em uma banheira de hidromassagem, ao lado de uma mulher cujo rosto foi apagado antes da divulgação. Em outra, o ex-presidente está nadando com Ghislaine Maxwell, ex-namorada e parceira de negócios de Epstein, e condenada a mais de 20 anos de prisão por exploração e abuso de menores.

No entanto, os arquivos não foram divulgados por inteiro. Há dezenas de páginas e documentos censurados. De acordo com o Departamento de Justiça, é necessário um tempo adicional para proteger as vítimas citadas e eliminar informações que possam prejudicar outras investigações em curso. Cerca de mil vítimas e familiares teriam sido mencionadas nos documentos. O governo prometeu liberar os arquivos completos em algumas semanas.

Quais crimes Epstein cometeu?

Epstein foi acusado de liderar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores de idade, ao lado da ex-namorada, Ghislaine Maxwell. Ele teria recrutado adolescentes para realizarem atos sexuais em troca de dinheiro em suas propriedades em Nova York, na Flórida, no Novo México e na sua ilha particular no Caribe, entre 2002 e 2005.

As investigações contra o milionário começaram em 2005, após os pais de uma menina de 14 anos denunciarem que o financista tinha abusado sexualmente da jovem em sua casa em Palm Beach, na Flórida. Essa denúncia abriu caminho para outras e Epstein foi condenado em 2008 por exploração sexual e facilitação à prostituição de menores.

Na época, o milionário afirmou que os encontros eram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Contudo, ele se declarou culpado por exploração sexual e fechou um acordo de 13 meses de prisão e inserção do seu nome na lista federal de criminosos sexuais.

Mais de uma década depois, em 2019, um juiz da Flórida considerou que o acordo era ilegal e Epstein foi preso em julho daquele ano, em Nova York.

Como Epstein morreu?

Um mês depois de ser preso, Epstein foi encontrado morto na sua cela e a autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. O Departamento de Justiça confirmou no início deste mês que a causa da morte foi suicídio, após analisar arquivos e vídeos da prisão. Contudo, algumas teorias da conspiração, sem nenhum tipo prova, insinuam que ele teria sido assassinado para proteger pessoas influentes que teriam relação com o escândalo sexual.

As acusações contra o milionário foram retiradas após a sua morte, mas as investigações continuaram contra outros envolvidos no caso, como Ghislaine Maxwell, que foi presa e condenada a 20 anos de prisão em 2022.