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As horas finais para a decisão do futuro do Hamas e de Gaza

Uma rejeição, porém, vai permitir que as tropas israelenses passem ao assalto final da guerra, já com 66 mil palestinos mortos

Por Redação
REDAÇÃO

03/10/2025 • 17:01 • Atualizado em 03/10/2025 • 17:01

Moises Rabinovici
Gaza

Gaza

REUTERS/Mohammed Fayq Abu Mostafa

Véspera de dois anos de guerra em Gaza, na terça-feira, o plano de paz do presidente Donald Trump está dependendo da concordância do Hamas até o domingo, 19 horas do Brasil. A resposta não poderá ser “sim, mas...” – e um pedido de emendas a algumas cláusulas do texto original, como foi concedido a Israel na semana passada.

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Uma rejeição, porém, vai permitir que as tropas israelenses passem ao assalto final da guerra, já com 66 mil mortos palestinos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que não diferencia civis de combatentes.

É o maior dilema da existência do Hamas, titulou o jornal Yedioth Ahronoth. Se aceitar o plano, “cessará de ser o Hamas”. Se o recusar, será derrotado, militarmente, e acusado de ter perdido a chance de concluir a paz, ainda que tardia. Segundo o presidente Trump, 25 mil combatentes palestinos já foram mortos.

As mudanças israelenses ao plano de paz, feitas no domingo passado na Casa Branca, com a anuência do emissário especial da paz da Casa Branca, Steve Witkoff, retardam e limitam a retirada do exército de Israel de Gaza, e exigem que o Hamas seja desarmado – e o que o define e lhe dá a identidade, espelhada na luta armada, são as armas.

Além de manter seu armamento, nem que seja só o defensivo, a cúpula palestina quer uma garantia clara de que Israel vá se retirar totalmente de Gaza, e que não tentará matar seus líderes, mesmo se exilados no exterior.

Se o plano de paz, enfim, passar, o Hamas terá 72 horas para libertar 20 reféns em troca de 250 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua, e mais 1.700 presos durante a guerra de dois anos. Para cada um dos cerca de 30 corpos de israelenses sequestrados, 15 corpos de palestinos serão entregues.

Jornais israelenses dizem que o Hamas está dividido, mas que deve responder a Trump até antes do prazo fixado. A BBC ouviu um líder do Hamas, que diz que o plano será rejeitado. Os dados estão lançados.

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