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Polícia recupera computador roubado da USP em assalto no Réveillon

O equipamento foi localizado na região do Rio Pequeno, zona oeste da capital paulista, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

06/01/2026 • 16:56 • Atualizado em 06/01/2026 • 17:06

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Divulgação/ USP

A Polícia Civil recuperou, na tarde de segunda-feira (5), um dos computadores roubados de um laboratório da Universidade de São Paulo (USP) durante a virada de ano. O equipamento foi localizado na região do Rio Pequeno, zona oeste da capital paulista, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

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O crime ocorreu no Instituto de Engenharia e Ambiente (IEE-USP), no campus do Butantã. O caso é investigado pelo 93º Distrito Policial (Jaguaré), que solicitou perícia no computador recuperado para tentar identificar os autores e verificar a integridade de arquivos estratégicos.

Ladrões usaram senha e invadiram laboratório

A ação criminosa foi marcada pelo planejamento detalhado. Os quatro assaltantes, que estavam encapuzados para evitar a identificação pelas câmeras de segurança, entraram na unidade às 23h57 do dia 31 de dezembro. Eles possuíam uma senha personalizada para abrir as portas, o que levanta a suspeita de infiltração.

Durante o assalto, os criminosos aproveitaram o recesso acadêmico e um blecaute que atingiu a região durante a tarde. "Eles sabiam onde estava aquilo que queriam", afirmou o vice-diretor do IEE, professor Ildo Sauer. Após renderem os vigilantes, os ladrões os obrigaram a carregar o material em uma van antes de amordaçá-los e fugirem no início da madrugada.

Prejuízo científico de décadas

O maior dano causado pelo roubo não é financeiro, mas científico. Além de fios e cordoalhas de cobre especial, os criminosos levaram dois computadores que continham softwares e projetos desenvolvidos há mais de dez anos. De acordo com o professor Sauer, o custo de reposição do material especial de experimentação supera em muito o valor de revenda como sucata.

"Para nós, o custo de reposição será muito maior. Não dá para crer que eles estavam atrás apenas dos fios de cobre. Se forem vender pelo peso, talvez arrecadem de R$ 20 mil a R$ 40 mil", avalia o vice-diretor. Para a instituição, a preocupação central é a perda dos dados e softwares que são pilares de pesquisas energéticas conduzidas por décadas.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil agora concentra esforços na identificação dos criminosos e na busca pelo segundo computador e pelo material de cobre levado. A perícia técnica no equipamento recuperado no Rio Pequeno será fundamental para entender se houve acesso aos dados sigilosos ou se os arquivos foram apagados pelos assaltantes.

Até o momento, ninguém foi preso. A segurança no campus da Cidade Universitária e o controle de acesso por senhas eletrônicas devem passar por revisão após a evidência de que os criminosos detinham informações internas privilegiadas.