
Ataque no Irã
REUTERS
A cidade de Isfahan — onde se encontra parte da indústria bélica iraniana, assim como instalações e centros de pesquisa nucleares — foi duramente bombardeada na madrugada desta terça-feira (31). Mas o Irã continua mostrando capacidade de resposta: no contra-ataque da madrugada, mísseis iranianos atingiram o território israelense, incluindo Tel Aviv, onde 11 pessoas ficaram feridas. Arábia Saudita, Emirados Árabes, Iraque e Kuwait também foram alvos de ataques de Teerã.
Em Dubai, um navio petroleiro do Kuwait que estava atracado no porto foi atingido; o risco de derramamento de óleo é grande. Também em Dubai, quatro pessoas ficaram feridas por destroços de mísseis interceptados.
No Líbano, os ataques israelenses se intensificaram e a crise humanitária se agrava. Mais de mil e duzentas pessoas foram mortas, entre elas mais de 100 crianças. O número de deslocados passa de um milhão; o receio de uma nova guerra civil é grande.
No sul do país, três soldados das forças de paz da ONU morreram e dois ficaram feridos. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou os incidentes inaceitáveis e reafirmou que ataques contra soldados das forças de paz são graves violações do direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra. As Nações Unidas estão apurando responsabilidades.
Nesta segunda, o parlamento de Israel aprovou uma lei pra lá de polêmica e controversa: estabeleceu pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques com vítimas fatais. Isso mesmo sem a solicitação formal do Ministério Público. Críticos afirmam que a lei é discriminatória por atingir principalmente palestinos; cidadãos judeus cometendo o mesmo crime serão julgados de forma diferente.
A União Europeia deve pressionar Israel com o alerta de que a nova lei representa um retrocesso, tem caráter discriminatório, e vai pressionar o Estado judeu para a revogação. Grupos palestinos também prometem respostas contra a medida. E todas as consequências dos horrores de uma guerra, somadas à incerteza de quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar, abalam profundamente a economia mundial.
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