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Ataque a usina de gás em Abu Dhabi deixa ao menos 1 morto e 4 feridos

Com essa morte, o número de mortos nos Emirados Árabes subiu para 12 — a maioria trabalhadores migrantes — desde que os EUA e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irã

Deutsche Welle
DEUTSCHE WELLE

03/04/2026 • 17:33 • Atualizado em 03/04/2026 • 17:33

Imagem ilustrativa de ataque em Teerã

Imagem ilustrativa de ataque em Teerã

Naser Safarzadeh/WANA

Pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas em umataque nesta sexta-feira (03) contra uma usina de gás em Habshan, em Abu Dhabi, devido à queda de fragmentos após a interceptação pelas defesas antiaéreas, informaram fontes oficiais.

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De acordo com um comunicado do governo da capital dos Emirados Árabes, essa ação — cuja origem e forma não foram identificadas — provocou "a morte de uma pessoa de nacionalidade egípcia durante a evacuação do local, bem como quatro feridos leves: dois de nacionalidade paquistanesa e dois de nacionalidade egípcia".

Com essa morte, o número de mortos nos Emirados Árabes subiu para 12 — a maioria trabalhadores migrantes — desde que Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irã, que respondeu atacando os países do golfo Pérsico.

As autoridades dos Emirados informaram que as equipes de resposta a emergências conseguiram controlar os dois incêndios ocorridos nas instalações, que sofreram "danos significativos", enquanto os trabalhos de avaliação continuam.

Este complexo da empresa estatal ADNOC é um enorme centro de processamento de gás terrestre em Abu Dhabi, vital para o setor energético industrial do país do golfo Pérsico, que processa 6,1 bilhões de pés cúbicos padrão por dia em cinco usinas para produzir gás comercial, líquidos de gás natural e condensado.

Desde o início da guerra, as defesas aéreas dos Emirados Árabes interceptaram mais de 2.000 drones, bem como mais de 400 mísseis balísticos, segundo dados do Ministério da Defesa emiradense.

O território dos Emirados Árabes foi o mais atingido do golfo Pérsico, e os ataques iranianos causaram sérias consequências para a economia dessa nação árabe, cujas receitas dependem fortemente da exportação de hidrocarbonetos que transitam pelo estreito de Ormuz.