
Irã
REUTERS/Rami Shlush
O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou mais de 200 mortos e mais de 740 feridos no Irã. Entre os mortos está o Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Com a morte da liderança, o presidente do país, Masoud Pezeshkian afirmou que a ação foi uma "declaração de guerra".
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Pezeshkian declarou que a República Islâmica considera “dever e direito legítimo” vingar os “autores e mandantes” do bombardeio que matou Khamenei. Segundo ele, o assassinato da principal autoridade política e religiosa do país é visto como uma agressão não apenas ao Estado iraniano, mas ao mundo islâmico, especialmente aos xiitas.
Os ataques ocorreram em 24 das 31 províncias iranianas, segundo a Al Jazeera. Só em um dos bombardeios, que atingiu uma escola de Minab, 108 pessoas morreram, a maioria meninas estudantes do local. Outras 63 ficaram feridas.
“Nos ataques de hoje do regime sionista à cidade de Minab, uma escola primária feminina foi alvo do ataque e, até o momento, 24 alunas foram mortas e 45 ficaram feridas”, disse o governador à agência de notícias Mehr.
Segundo o relatório, a escola tinha 170 alunos no momento dos ataques. “As operações de remoção de entulhos e de assistência aos alunos desta escola estão em andamento”, dizia o comunicado.
Retaliação do Irã
Khamenei morreu em um bombardeio coordenado por Estados Unidos e Israel na madrugada de sábado (28), segundo confirmou o próprio governo iraniano. A operação teria atingido o complexo onde o líder supremo estava em Teerã.
Após os ataques, o Irã lançou mísseis contra alvos em Israel e também em direção a bases americanas no Oriente Médio, incluindo instalações nos Emirados Árabes Unidos e no Catar. Sirenes de alerta foram acionadas em diversas cidades israelenses ao longo do fim de semana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que a ofensiva continuará caso haja novos ataques iranianos. Ele classificou a morte de Khamenei como um ato de “justiça” e disse que eventuais retaliações serão respondidas com força “nunca vista”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que havia indícios de que o líder iraniano havia sido morto e afirmou que a operação atingiu estruturas estratégicas do regime.
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