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EUA atacam Estado Islâmico após morte de militares na Síria

Mais de 70 alvos foram atingidos e mais de 100 munições de precisão foram utilizadas

Da redação
DA REDAÇÃO

20/12/2025 • 08:05 • Atualizado em 20/12/2025 • 08:05

Os Estados Unidos lançaram um ataque massivo contra o Estado Islâmico, na Síria, na noite desta sexta-feira (19). Os alvos foram contra infraestruturas e depósitos de armas e o ataque aconteceu em resposta ao ataque contra as forças americanas em 13 de dezembro.

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Em um comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o país lançou caças, helicópteros de ataque e outros recursos para realizar o ataque em grande escala.

Ainda segundo o comunicado, mais de 70 alvos foram atacados e mais de 100 munições de precisão foram utilizadas. Além disso, as Forças Armadas da Jordânia também prestaram apoio com aeronaves de combate.

“Esta operação é crucial para impedir que o ISIS inspire planos terroristas e ataques contra o território americano”, disse o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM

Ataque em 13 de dezembro

A morte de dois militares e um intérprete civil americanos neste sábado (14/12) em um ataque a tiros na Síria trouxe nova atenção para a presença das forças dos EUA no país.

O governo sírio descreveu o incidente como um "ataque terrorista", enquanto Washington disse que havia sido realizado por um militante do grupo Estado Islâmico (EI).

Em postagem no X, o Comando Central dos EUA afirmou que a emboscada que mirou um comboio de forças sírias e americanas na região central de Palmira também deixou três outros militares americanos e dois sírios feridos. "O atirador foi confrontado e morto", acrescentou.

O episódio é o primeiro do gênero registrado desde que forças islamistas derrubaram o antigo líder sírio Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado, restabelecendo os laços do país com os Estados Unidos.

Por que os EUA têm tropas na Síria?

Os Estados Unidos têm tropas em solo sírio há mais de uma década, com a missão declarada de combater o Estado Islâmico.

Em 2011, protestos em massa na Síria contra o governo Assad foram enfrentados por uma repressão brutal e se transformaram em uma guerra civil que durou quase 13 anos antes de ele ser deposto em dezembro de 2024.

Receoso de se envolver em outra guerra cara e politicamente impopular no Oriente Médio após sua experiência no Iraque e no Afeganistão, Washington apenas enviou apoio a grupos rebeldes. Isso mudou após a ascensão do EI, que realizou ataques esporádicos nos EUA e na Europa e tomou territórios na Síria.

Nas áreas controladas pelo grupo, ele se tornou notório por sua brutalidade contra minorias religiosas. Em 2014, o governo do então presidente dos EUA, Barack Obama, lançou uma campanha aérea contra o EI no Iraque e na Síria. No ano seguinte, as primeiras tropas terrestres americanas entraram no país, onde se associaram às Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos, no nordeste do país.

*Com informações da DW Brasil.

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