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Ataques ao Irã nuclear? Só nos jornais

Por Redação
REDAÇÃO

13/02/2025 • 18:19 • Atualizado em 13/02/2025 • 18:19

Moises Rabinovici
Ataques ao Irã nuclear? Só nos jornais

Ataques ao Irã nuclear? Só nos jornais

Reuters

Israel vai bombardear as usinas nucleares iranianas que estariam produzindo bomba atômica? Os jornais Washington Post, Wall Street Journal e New York Times respondem “sim”, talvez este ano, mas a Casa Branca, a CIA, a Agência de Inteligência de Defesa e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional não respondem nem sim nem não, “sem comentários”.

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As notícias de um ataque de Israel às usinas de Fordow e Natanz, no Irã, começaram a aparecer depois do último relatório da Diretoria de Inteligência do Estado-Maior Conjunto e da Agência de Inteligência de Defesa, entregue à transição Biden-Trump, em janeiro. Nenhum jornal diz que o leu, mas os três obtiveram vazamentos de fontes seguras, porém anônimas.

Dois possíveis ataques são descritos. O primeiro, com mísseis balísticos disparados de fora do espaço aéreo iraniano. E o outro, com caças entrando no Irã e despejando bombas BLU-109s, as fura-bunkers, nas usinas nucleares. O presidente Trump notificou o Congresso que aprovou a venda delas para Israel, na semana passada. Até então, sob Biden, estavam proibidas.

Eleito, antes da posse, Trump foi sondado por um emissário de Netanyahu, em Mar-a-Lago, sobre como reagiria a um ataque israelense ao Irã-nuclear. Ele voltou a Israel com a impressão de que teriam o apoio dos Estados Unidos, que proveria aviões-tanques para reabastecimento dos caças no ar, inteligência, vigilância e reconhecimento.

Agora seria a hora de um ataque, segundo Israel, porque em seu último bombardeio ao Irã, em outubro, tirou de ação alguns radares que deixaram os alvos indefesos. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou, recentemente, que “o Irã, hoje, está mais exposto do que nunca a um ataque”. E acrescentou: “Há uma chance de alcançar o objetivo mais importante, que é o de frustrar e remover a ameaça de aniquilação que paira sobre Israel”.

Diante de tantas notícias de ataques, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, admitiu que os inimigos podem bombardear os centros nucleares, mas não impedirão que novos sejam construídos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informa que as usinas nucleares iranianas estão enriquecendo urânio a níveis sem uso civil. Seus inspetores não as puderam visitar.

O presidente Trump, em seu primeiro mandato, tirou os EUA do acordo de desnuclearização do Irã. Agora, porém, está preferindo mais negociar a atacar. “Acho que vamos fazer um acordo no Irã”, ele declarou à Fox News. “Acho que eles estão com medo. Acho que o Irã adoraria fazer um acordo e eu adoraria fazer um acordo com eles sem bombardeá-los. Todo mundo acha que Israel, com nossa ajuda ou nossa aprovação, vai bombardeá-los. Eu prefiro que isso não aconteça”.

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