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Ataques dos EUA e de Israel provocaram ao menos 201 mortes, diz agência

De acordo com a Mehr, os números foram informados por um porta-voz do Crescente Vermelho iraniano

Da Redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

28/02/2026 • 15:45 • Atualizado em 28/02/2026 • 15:54

Ataque no Irã

Ataque no Irã

Majid Asgaripour/WANA

Ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas em 24 províncias do Irã após ataques dos Estados Unidos e a Israel, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Mehr, com sede em Teerã e que divulga informações oficiais e declarações de autoridades do país.

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De acordo com a Mehr, os números foram informados por um porta-voz do Crescente Vermelho iraniano. "Vinte e quatro províncias do Irã foram atingidas" pelas ofensivas, afirmou o representante, acrescentando que o balanço preliminar indica "pelo menos 201 mortos e 747 feridos".

O Crescente Vermelho iraniano, organização humanitária que integra o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, informou ainda que mais de 220 equipes foram mobilizadas para atuar nas áreas afetadas.

"Mais de 220 equipes estão presentes nos locais atingidos, e as operações de resgate continuam", disse o porta-voz, segundo a agência.

Mortes de comandantes e apelo à ONU

Araghchi confirmou a morte de dois comandantes, mas minimizou o impacto das perdas. “Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema”, disse. A agência Reuters, citando fontes militares, informou que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam morrido nos ataques — informação que ainda aguarda confirmação oficial.

O chanceler iraniano afirmou ainda que o país está interessado em uma desescalada do conflito, mas que não mantém contato com os Estados Unidos no momento. Segundo ele, Teerã vê possibilidade de um acordo que assegure que o programa nuclear iraniano tenha fins exclusivamente pacíficos, mas aguarda o fim dos ataques para retomar negociações.

Em conversa telefônica com seu homólogo russo, Araghchi destacou “a importância de a comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, tomar medidas decisivas para interromper as ações agressivas e responsabilizar os criminosos”, segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

O líder supremo deve fazer um pronunciamento em breve, de acordo com a emissora iraniana Al-Alam.