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Ataques se espalham pelo Golfo e guerra no Oriente Médio pressiona economia

Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait também foram alvos, mas conseguiram derrubar os mísseis antes de atingirem o chão

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 09:01 • Atualizado em 10/03/2026 • 09:01

Sonia Blota
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Israel ataca instituição financeira do Hezbollah durante guerra envolvendo EUA e Irã.

Israel ataca instituição financeira do Hezbollah durante guerra envolvendo EUA e Irã.

ISRAELI MILITARY/Handout via REUTERS

Resumo

Ataques no Oriente Médio causaram mortes e feridos no Bahrein, com Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait conseguindo interceptar mísseis, enquanto ofensivas aéreas de Israel contra o Hezbollah no Líbano provocaram deslocamento de famílias.

Movimentações militares da França no Mediterrâneo e reuniões do G7 mostram preocupação europeia com segurança, impacto econômico e abastecimento energético, enquanto o Irã ameaça atacar navios no Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.

Oscilações nos preços do petróleo e ações de fiscalização em postos europeus refletem instabilidade, com China destacando-se por reservas estratégicas e o conflito permanecendo incerto devido aos posicionamentos de Israel e Irã.

A guerra no Oriente Médio segue ficando mais forte. No Golfo, no Bahrein, duas pessoas perderam a vida e várias se machucaram após um ataque a um edifício de moradias na capital, Manama. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait também foram alvos, mas conseguiram derrubar os mísseis antes de atingirem o chão.

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No Líbano, os ataques aéreos não param. Israel diz que o objetivo é acabar com o Hezbollah e, enquanto as bombas caem, muitas famílias saem de suas casas para fugir para outros lugares.

A França mandou 19 navios para o mar Mediterrâneo para ajudar na defesa do Golfo. Os países da Europa não querem entrar diretamente na briga entre Israel, Estados Unidos e Irã, mas mantêm acordos de ajuda militar e tentam proteger seus interesses e aliados, além de garantir que os navios possam circular com segurança.

O Estreito de Ormuz, local por onde passa quase 20% de todo o petróleo do mundo, continua praticamente parado. O Irã diz que vai atacar os navios que tentarem passar por ali, o que deixou o mundo preocupado com a falta de energia.

Ontem, o valor do petróleo subiu muito. Mas, depois que o presidente americano Donald Trump falou que a guerra pode acabar logo, a situação acalmou. As bolsas de valores da Europa subiram e o preço do petróleo caiu. Hoje, a queda já chega perto de 9%.

“Conflito só vai parar quando o Irã quiser”

Apesar disso, ninguém sabe quanto tempo essa calma vai durar. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (10), que ainda precisa de algumas semanas para cumprir seus planos militares, e os ataques continuam fortes.

Já a Guarda Revolucionária do Irã também deu o seu aviso: o conflito só vai parar quando o Irã quiser.

O plano do Irã parece ser este: atacar os sistemas de energia dos países vizinhos para afetar a economia do mundo e tentar obrigar os Estados Unidos e Israel a pararem com os bombardeios.

Em Paris, o Conselho de Defesa se encontrou no Palácio do Eliseu para ver como a guerra afeta a Europa.

Ontem, a França chamou uma reunião do G7. Os ministros da área econômica das nações mais ricas falaram sobre como a guerra mexe com os preços da energia, com a economia e com o dinheiro no mundo todo.

Uma das ideias discutidas foi usar os estoques guardados de petróleo para evitar que o combustível acabe. Mas a reunião terminou sem que todos entrassem em um acordo.

Aqui na Europa, o governo está fiscalizando os postos de gasolina em cidades como Paris, Roma e Madri para evitar que os preços subam demais de forma errada.

Entre os países mais poderosos, a China deve ser a que menos vai sofrer com essa confusão. O país guardou uma das maiores reservas de petróleo do planeta, com cerca de 1 bilhão e 200 milhões de barris estocados.

Além disso, a China também teria guardado uns 40 milhões de barris de petróleo vindos do Irã, da Venezuela e da Rússia em plataformas no mar ao longo do último ano.

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