
Clara Charf
Reprodução
A ativista de esquerda Clara Charf, ex-companheira do guerrilheiro Carlos Marighella, morre nesta segunda-feira (3) em São Paulo, aos 100 anos. Clara Charf estava hospitalizada há alguns dias e morre de causas naturais, segundo a Associação Mulheres pela Paz, da qual era presidenta.
A morte da ativista "Clarinha", como era carinhosamente chamada, é lamentada pela diretora-executiva da Associação Mulheres pela Paz, Vera Vieira, que destaca o legado de lutas de Clara Charf. Ela é descrita como uma "guerreira" por Vera Vieira, deixando um legado notável na luta pelos direitos humanos e pela equidade de gênero.
Legado de luta e paz
Clara Charf foi a idealizadora e fundadora da Associação Mulheres pela Paz, uma de suas mais notáveis atividades. A Associação inicia suas atividades com a escolha de 52 brasileiras que compõem a indicação coletiva das 1000 Mulheres ao Nobel da Paz em 2005.
A ativista é homenageada por Fernanda Pompeu, que ressalta a importância de sua vida: “Clara Charf foi grande. Foi do tamanho dos seus 100 anos. Difícil dizer que ela apagou. Porque uma vida com tamanha luminosidade fica gravada em todas e todos que tiveram o enorme privilégio de aprender com ela”.
A Associação Mulheres pela Paz informa que a ativista estava intubada e que as informações sobre o velório serão divulgadas assim que estiverem disponíveis.
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