Band Jornalismo

Ato dos Excluídos começa no centro de SP com pedidos de prisão para Bolsonaro

Manifestações marcam o dia 7 de Setembro em várias regiões do Brasil

ESTADÃO CONTEÚDO

07/09/2025 • 10:12 • Atualizado em 07/09/2025 • 10:21

Movimento Grito dos Excluídos em São Paulo

Movimento Grito dos Excluídos em São Paulo

Rovena Rosa/Agência Brasil

Resumo

Manifestação na Avenida Paulista e Praça da República destaca as preocupações com a democracia e os direitos dos marginalizados em São Paulo, com a presença de centrais sindicais e partidos políticos.

Lema do ano, influenciado por políticas externas dos EUA e internas do Brasil, foca na defesa da democracia e do meio ambiente, com críticas a medidas impostas por Donald Trump e ações de Jair Bolsonaro.

Diversas pautas são defendidas durante o evento, incluindo a taxação dos super-ricos, o fim da escala trabalhista de 6 x 1, a não anistia aos condenados por ataques em Brasília, e a prisão de Bolsonaro, refletindo a pluralidade de questões sociais debatidas.

A poucos quilômetros da Avenida Paulista, programada para receber uma manifestação bolsonarista na tarde deste 7 de setembro, em São Paulo, representantes de centrais sindicais, de partidos políticos e membros de grupos aliados à esquerda se reúnem na Praça da República (centro) na manhã deste domingo, 7, para o tradicional ato Grito dos Excluídos.

Compartilhar

Organizado pelo Brasil Popular e Povo sem Medo, a tradicional manifestação, organizada para defender os direitos de grupos marginalizados, chega a sua 31° edição.

Este ano, o lema escolhido para o ato é "Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de Todo Dia", motivado pelas medidas do presidente dos EUA, Donald Trump, de taxar as importações brasileiras e alegar perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Alguns dos manifestantes que chegam à Praça da República vestem camisa da seleção brasileira e empunham bandeiras do Brasil.

A defesa de outras pautas surge também na praça a partir do conteúdo de bandeiras e faixas estendidas, como o fim da escala trabalhista de 6 x 1 (seis dias de trabalho para um de descanso); a "taxação dos super-ricos"; a não anistia aos condenados aos ataques em Brasília, no 8 de janeiro de 2023; e também pela prisão de Bolsonaro, que está sendo julgado pela primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ato também é uma oportunidade para vendas. Entre os artigos, há bandeiras do PT, do rosto Presidente Lula e também da Palestina.

Entre bonés, há os tradicionais do Movimento dos Trabalhadores e o azul usado pelo equipe do Presidente Lula, com a frase "O Brasil é dos brasileiros". Mas destaca-se também os que projetam as eleições do ano que vem, com os dizeres "Lula 2026".

A expectativa é de que o Ato dos Excluídos seja organizado em cerca de 40 cidades pelo País, em pelo menos 23 Estados.