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Anvisa aprova remédio que pode retardar os efeitos do Alzheimer

Dados do Google mostram que a doença é a que mais preocupa os brasileiros quando o assunto é predisposição genética

Alessandra Petraglia
ALESSANDRA PETRAGLIA

23/04/2025 • 17:25 • Atualizado em 23/04/2025 • 17:25

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira, 23, o registro do Kisunla (donanemabe), medicamento indicado para tratamento de Alzheimer em estágios iniciais e demência leve associada à doença. O remédio é o primeiro a ser liberado no Brasil.

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A aprovação ocorre em um bom momento. Dados exclusivos da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, mostram que o interesse de buscas por medicamento para Alzheimer disparou nos últimos cinco anos, atingindo seu ponto mais alto em 2024.

Esse aumento nas buscas pela doença acompanha o avanço dos diagnósticos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com a doença no Brasil, e aproximadamente 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano.

Ainda segundo a Sala Digital, o Alzheimer lidera o ranking das doenças que mais despertam preocupação entre os brasileiros quando se fala em predisposição genética, superando outras condições, como autismo, Parkinson e câncer.

Contraindicações

Apesar de muito aguardado, a Anvisa também faz um alerta sobre o uso de donanemabe em pacientes que utilizem anticoagulantes ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral (AAC), condição que aumenta o risco de hemorragias cerebrais. Nesses casos, o uso do medicamento é contraindicado.

Como prevenir o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica, caracterizada por perda progressiva de memória, funções cognitivas e autonomia.

Em entrevista ao Jornal da USP, o professor Júlio César Moriguti, da Divisão de Geriatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), destaca que até 40% dos casos de demência podem ser prevenidos, especialmente quando medidas preventivas são adotadas antes dos 40 anos.

“A adoção de hábitos saudáveis e o controle desses fatores podem reduzir significativamente as chances de desenvolver demência”, comenta Moriguti.

Entre essas medidas, o especialista ressalta a importância de manter a saúde cardiovascular em dia, praticar atividades físicas regularmente, estimular o cérebro com leituras e desafios cognitivos, além de cultivar uma vida social ativa.

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