
A B3 alcançou uma marca histórica no ano passado ao realizar 75 leilões, que somaram R$ 243,8 bilhões em investimentos contratados. O desempenho supera os números de 2024, período em que foram registrados 64 certames e R$ 180 bilhões em investimentos. Segundo balanço da bolsa de valores de São Paulo, as operações resultaram na concessão de 98 ativos públicos à iniciativa privada.
A expectativa da B3 é que esses projetos gerem até 1,6 milhão de empregos, entre postos diretos e indiretos. O volume de projetos reflete a movimentação de diversos setores da economia, com destaque para a infraestrutura logística e social.
Rodovias e saneamento lideram volume de recursos
O setor rodoviário foi o principal motor dos pregões na bolsa paulista, concentrando 20 leilões — o dobro do volume registrado no ano anterior. Ao todo, os projetos de rodovias somaram R$ 106,6 bilhões em investimentos previstos.
A área de saneamento também apresentou números expressivos em 2025. Com oito pregões realizados, o setor deve receber aportes de R$ 44,5 bilhões. Já o segmento de energia fechou o ano com cinco certames, responsáveis pela geração de R$ 5,5 bilhões em investimentos.
Marcos nos setores portuário e social
No setor portuário, foram realizados sete leilões que totalizaram R$ 5,9 bilhões. O destaque do período foi o Porto de Paranaguá, que representa o maior investimento já contratado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em leilões na B3. O projeto é considerado um marco nacional por ser o primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado.
Além da infraestrutura logística tradicional, a B3 ressaltou o avanço da infraestrutura social, que engloba hospitais, escolas e presídios. Foram viabilizados oito certames nesta categoria, volume que representa mais que o dobro do registrado em 2024, com investimentos de R$ 12,5 bilhões.
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