O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu, nesta terça-feira (3), o Banco Central durante entrevista exclusiva à rádio BandNews FM. Segundo ele, o BC é um órgão técnico e dificilmente deixará de ser.
“O Banco Central é um órgão técnico. É um órgão técnico e dificilmente ele vai deixar de ser porque as pressões sobre o Banco Central, legítimas e ilegítimas, se fazem presentes o tempo todo. E a condução da política monetária se dá nesse cenário: de muita pressão, o setor produtivo sempre reclamando dos juros, o setor financeiro dizendo cobrando providências do governo, é sempre muito tenso”, disse Haddad.
“Mas o presidente tem uma característica, o Meirelles disputou uma eleição presidencial, falou com todas as letras: nos oito anos de gestão à frente do Banco Central, oito anos em que ele podia ser demitido, nunca recebeu pressão por parte do presidente Lula”, acrescentou.
Durante a entrevista, o ministro lembrou que em dezembro a inflação ficou dentro da meta.
“É natural que haja uma discussão saudável no país porque estamos vivendo numa democracia e ninguém está desrespeitando a institucionalidade do Banco Central. Mas do mesmo jeito que o mercado pode pedir mais juros, existe a sociedade que pode dizer olha, o remédio está amargo demais. Isso é assim a vida inteira. E está preservada a institucionalidade? Do meu ponto de vista, sempre teve”, destacou.
Segundo ele, o Banco Central se institucionalizou no Brasil, lembrou uma crise cambial no país na década de 90 e que “nem isso alterou a maneira de respeitar o Banco Central”.
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