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Polícia Civil do Rio rebate campanha contra prisão de Oruam: "Bandido não é artista"

No vídeo, há imagens do cantor atirando pedras contra policiais, falando que está na comunidade da Penha e provocando os agentes a buscá-lo no local; ele reforça ainda que é filho do Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho

ESTADÃO CONTEÚDO

23/07/2025 • 13:14 • Atualizado em 23/07/2025 • 13:21

Oruam se entrega a polícia do Rio na noite desta terça (22)

Oruam se entrega a polícia do Rio na noite desta terça (22)

Érica Martin/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Resumo

Prisão do rapper Oruam: A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu o rapper Oruam, suspeito de desacato, dano, ameaça e lesão corporal durante um confronto com policiais. Ele também é investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Defesa e reações: A defesa de Oruam alega abuso de autoridade e nega a presença de drogas em sua residência. Nas redes sociais, fãs e outros artistas como Poze do Rodo defendem o rapper, argumentando que ele é perseguido por suas conexões familiares com o Comando Vermelho e suas letras que retratam a realidade do crime.

Postura da Polícia Civil: Em resposta à campanha pela libertação de Oruam, a Polícia Civil publicou um vídeo e acusações, reforçando que o rapper, além de atacar fisicamente policiais, é ligado ao Comando Vermelho. O secretário da PCERJ, Felipe Curi, classificou Oruam como um "criminoso faccionado".

A polícia Civil do Rio de Janeiro publicou em seu perfil no Instagram um vídeo rebatendo a campanha contra a prisão do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, suspeito de cometer os crimes de desacato, dano, ameaça e lesão corporal.

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"Bandido não é artista. De que lado você está?", incita o post. A defesa do artista alega que a resistência foi provocada por abuso de autoridade por parte dos policiais.

No vídeo, há imagens do cantor atirando pedras contra policiais, falando que está na comunidade da Penha e provocando os agentes a buscá-lo no local. Ele reforça ainda que é filho do Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho, preso desde 1996.

Defesa do cantor

Os fãs alegam que o rapper estaria sofrendo perseguição por conviver e ter familiares membros do Comando Vermelho, além de cantar sobre a realidade do crime na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, tanto Oruam quanto outros cantores de trap e funk alvo de operações policiais "abrem as portas de casa para marginais, agridem verbal e fisicamente nossos policiais e tentam inverter a lógica do certo e do errado".

"Enquanto a Polícia Civil RJ trabalha para combater o crime organizado, alguns preferem atacar quem protege a população de bem", diz o post. "Tenta posar de artista, mas quem agride agentes públicos e protege foragidos já mostrou de que lado está"

Depois da ação, o secretário da PCERJ, Felipe Curi, ainda se referiu ao rapper como "um criminoso faccionado, ligado à facção criminosa Comando Vermelho."

Nas redes sociais, os defensores do cantor pregam que "MC não é bandido" e pedem a soltura dele - o cantor Poze do Rodo, preso recentemente por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, também faz parte da campanha.

Diligência contra o cantor

A Justiça determinou a prisão por conta do ataque a policiais civis durante uma operação para apreender um adolescente suspeito de roubo, que estava na vila do Joá, zona oeste do Rio.

O rapper alegou que atirou pedras porque os policiais apontaram armas contra ele e os amigos, e se entregou nesta terça-feira, 22. A Polícia Civil afirma ainda que Oruam também é investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Mas a defesa do cantor diz que não foram encontradas drogas ou produtos ilícitos durante as buscas realizadas na casa dele. O processo contra o rapper está em segredo de Justiça.