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Bergamo: Tarcísio nega, mas é acusado de agir contra MP do IOF e enfrentar Lula

Deputados garantem que o governador dialogou intensamente nos bastidores, trabalhando até altas horas da madrugada para mobilizar votos

Por Redação
REDAÇÃO

09/10/2025 • 09:57 • Atualizado em 09/10/2025 • 09:57

Mônica Bergamo
Tarcísio de Freitas

Tarcísio de Freitas

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A articulação que culminou na derrubada da Medida Provisória (MP) do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na Câmara dos Deputados marca o início de um embate mais intenso entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme a análise da colunista Mônica Bergamo. A jornalista destaca que o chefe do Executivo paulista se colocou em confronto direto com o governo federal ao, supostamente, participar ativamente do revés sofrido pelo Palácio do Planalto no Congresso Nacional.

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De acordo com o colunista, Tarcísio tem negado sua atuação, alegando estar integralmente dedicado aos assuntos de São Paulo. No entanto, o relato de diversos parlamentares desmente a versão oficial. Segundo Bergamo, deputados garantem que o governador dialogou intensamente nos bastidores, trabalhando até altas horas da madrugada para mobilizar votos. Essa versão ganhou força com o discurso do líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, que agradeceu publicamente o empenho do ex-ministro na derrota da medida.

Conforme a jornalista, essa manobra possui significado claro para o cenário político futuro. Ministros próximos ao presidente da República avaliam que não resta alternativa a Jair Bolsonaro a não ser lançar o governador paulista na corrida presidencial de 2026. Este movimento ganha especial relevância, segundo a análise, dado o insucesso das iniciativas de anistia e redução de penas que poderiam beneficiar o ex-presidente.

A colunista ressalta, ainda, que Tarcísio é o único nome de peso que teria o compromisso de assinar um indulto ao seu mentor político logo após a posse, o que não é visto em outros potenciais candidatos da direita. A atuação do governador, ao unir o Centrão contra o aumento de tributos — algo que já encontra desgaste no Congresso — reforça sua competitividade e o credencia como o principal nome apoiado pelo empresariado e pelo grupo político de Bolsonaro.

Embora uma pesquisa recente do instituto Genial/Quest aponte para a vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno, inclusive contra Tarcísio (45% a 33%), o colunista conclui que o episódio da MP do IOF serve como um catalisador. Este evento representa o que faltava para convencer o governo Lula de que o governador paulista é, de fato, um candidato em potencial, forçando um confronto mais direto e antecipando o tabuleiro eleitoral.

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