
Jair Bolsonaro
REUTERS/Amanda Perobelli
A denúncia da Procuradoria Geral da República contra Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas pelo plano de golpe de Estado destaca que o ex-presidente adotou tom de ruptura a partir de 2021, quando ainda estava em seu mandato.
“A partir de 2021, o presidente da República adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Essa escalada ganhou impulso mais notável quando Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o mais forte contendor na disputa eleitoral de 2022, tornou-se elegível, em virtude da anulação de condenações criminais”, diz o documento.
Entenda
A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas pelo plano de golpe de Estado, preparado após a eleição de 2022.
A denúncia diz que Bolsonaro e o candidato a vice-preisdente dele, Braga Netto, eram os líderes de uma organização criminosa responsável por “atos lesivos” à democracia. Segundo a PGR, o atentado era contra os 3 poderes.
Portanto a PGR considera que há indícios suficientes para concluir que alguém cometeu um crime. Agora haverá um prazo para Bolsonaro e os demais denunciados apresentarem uma resposta.
Mais cedo, Bolsonaro disse não se preocupar com a denúncia. Ele tem reafirmado que segue como candidato à presidente em 2026, mesmo estando inelegível por causa da Lei da Ficha Limpa. Ele pretende reduzir a punição dessa lei.
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