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Bolsonaro adotou tom de ruptura a partir de 2021, diz a PGR em denúncia

A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas pelo plano de golpe de Estado, preparado após a eleição de 2022

Da redação
DA REDAÇÃO

18/02/2025 • 21:17 • Atualizado em 18/02/2025 • 21:17

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

REUTERS/Amanda Perobelli

A denúncia da Procuradoria Geral da República contra Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas pelo plano de golpe de Estado destaca que o ex-presidente adotou tom de ruptura a partir de 2021, quando ainda estava em seu mandato.

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“A partir de 2021, o presidente da República adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Essa escalada ganhou impulso mais notável quando Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o mais forte contendor na disputa eleitoral de 2022, tornou-se elegível, em virtude da anulação de condenações criminais”, diz o documento.

Entenda

A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas pelo plano de golpe de Estado, preparado após a eleição de 2022.

A denúncia diz que Bolsonaro e o candidato a vice-preisdente dele, Braga Netto, eram os líderes de uma organização criminosa responsável por “atos lesivos” à democracia. Segundo a PGR, o atentado era contra os 3 poderes.

Portanto a PGR considera que há indícios suficientes para concluir que alguém cometeu um crime. Agora haverá um prazo para Bolsonaro e os demais denunciados apresentarem uma resposta.

Mais cedo, Bolsonaro disse não se preocupar com a denúncia. Ele tem reafirmado que segue como candidato à presidente em 2026, mesmo estando inelegível por causa da Lei da Ficha Limpa. Ele pretende reduzir a punição dessa lei.

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