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Bolsonaro faz pedido a Motta e Alcolumbre para pautar anistia, diz Flávio

Flávio Bolsonaro visitou o pai que está preso de forma preventiva na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília

Da redação
DA REDAÇÃO

25/11/2025 • 10:44 • Atualizado em 25/11/2025 • 10:44

Flávio Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na PF

Flávio Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na PF

REUTERS/Mateus Bonomi

O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta terça-feira (25) que o pai, Jair Bolsonaro, fez um pedido aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para pautar o projeto de anistia.

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A declaração do senador foi feita em conversa com jornalistas logo após visitar o pai na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre prisão preventiva desde o último sábado (22).

“Pediu que a gente insistisse, conversasse com os presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre, por ocasião das eleições deles nas respectivas casas, que era a colocação em pauta do projeto de anistia. É um pedido direto dele (Bolsonaro) aos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre”, declarou Flávio.

“O que a gente está defendendo é a democracia, estamos pedindo para pautar o projeto. O processo legislativo é que vai decidir qual vai ser a maioria de votos que vai ter a vitória sobre essa redação final”, acrescentou. Para ele, a oposição tem votos para aprovar o projeto.

Além de Flávio, o ex-presidente também recebeu a visita de Carlos Bolsonaro nesta terça-feira após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O ministro também manteve liberadas as visitas dos advogados e da equipe médica e deu orientações de conduta da PF para caso haja alguma intercorrência médica. Entre as orientações está o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apontado como opção mais ágil e segura.

Prisão preventiva

O ex-presidente foi preso de forma preventiva pela Polícia Federal após determinação de Alexandre de Moraes. Na ocasião, o ministro citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, próximo à casa onde o político cumpria prisão domiciliar.

Na véspera da prisão, Bolsonaro usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, o que gerou alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento.

A defesa argumenta que, por interação de remédios, Bolsonaro apresentou confusão e paranoia. E acrescenta que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga.

A decisão de Alexandre de Moraes foi analisada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva do ex-presidente.