
Flávio Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na PF
REUTERS/Mateus Bonomi
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta terça-feira (25) que o pai, Jair Bolsonaro, fez um pedido aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para pautar o projeto de anistia.
A declaração do senador foi feita em conversa com jornalistas logo após visitar o pai na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre prisão preventiva desde o último sábado (22).
“Pediu que a gente insistisse, conversasse com os presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre, por ocasião das eleições deles nas respectivas casas, que era a colocação em pauta do projeto de anistia. É um pedido direto dele (Bolsonaro) aos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre”, declarou Flávio.
“O que a gente está defendendo é a democracia, estamos pedindo para pautar o projeto. O processo legislativo é que vai decidir qual vai ser a maioria de votos que vai ter a vitória sobre essa redação final”, acrescentou. Para ele, a oposição tem votos para aprovar o projeto.
Além de Flávio, o ex-presidente também recebeu a visita de Carlos Bolsonaro nesta terça-feira após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O ministro também manteve liberadas as visitas dos advogados e da equipe médica e deu orientações de conduta da PF para caso haja alguma intercorrência médica. Entre as orientações está o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apontado como opção mais ágil e segura.
Prisão preventiva
O ex-presidente foi preso de forma preventiva pela Polícia Federal após determinação de Alexandre de Moraes. Na ocasião, o ministro citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, próximo à casa onde o político cumpria prisão domiciliar.
Na véspera da prisão, Bolsonaro usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, o que gerou alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento.
A defesa argumenta que, por interação de remédios, Bolsonaro apresentou confusão e paranoia. E acrescenta que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga.
A decisão de Alexandre de Moraes foi analisada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva do ex-presidente.
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