
Bolsonaro em prisão domiciliar
Wilton Júnior/Estadão
Às vésperas de iniciar o cumprimento temporário de pena em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta quarta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista de pessoas autorizadas a entrar em sua residência sem necessidade de autorização judicial prévia, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-ministro Adolfo Sachsida.
Filho senador e ex-ministro na equipe de defesa
O documento encaminhado ao relator da execução penal, ministro Alexandre de Moraes, do STF, apresenta Flávio, pré-candidato à Presidência, como integrante da equipe de defesa do pai. Se Moraes validar a relação, o senador terá acesso direto ao ex-presidente, sem agendamento prévio de visitas ou novo crivo do STF.
Além de Flávio, Bolsonaro incluiu o ex-titular de Minas e Energia Adolfo Sachsida entre os seus defensores. A medida garante ao ex-ministro o mesmo regime de acesso, restrito a advogados, durante o período de prisão domiciliar.
Completam a lista de advogados nomes que já atuam na defesa do ex-presidente: Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno, Daniel Tesser, Paulo Henrique Fuller, João Henrique Nascimento de Freitas e Luciana Lauria Lopes. Bolsonaro já havia nomeado o filho como seu defensor quando ficou preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o que ampliou o acesso de Flávio ao local na ocasião.
Funcionários também são listados
Além dos advogados, a defesa encaminhou a Moraes os nomes de 12 funcionários que trabalham na residência da família. Foram listados agentes de segurança, motoristas e trabalhadores responsáveis por serviços de rotina, como limpeza, que acessam diariamente a casa do casal Bolsonaro.
Com a formalização desses nomes, a equipe jurídica busca evitar a necessidade de sucessivas autorizações judiciais para a entrada de profissionais que já integram o cotidiano do ex-presidente.
Profissionais de saúde e regras de fiscalização
Os advogados ainda vão apresentar ao STF os nomes dos profissionais de saúde que farão o acompanhamento contínuo de Bolsonaro durante o período de prisão domiciliar. Esses servidores, uma vez incluídos na lista e validados, também terão acesso liberado à residência.
Ao estabelecer as condições do cumprimento da pena, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o uso de celulares por visitantes nos encontros com o ex-presidente. A responsabilidade pela revista de todas as pessoas que entram na casa ficará a cargo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que atuará no controle de acesso ao imóvel.
Com informações do Estadão Conteúdo
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